Quinta-feira, Outubro 01, 2009

Bonecas Negras. Uma boa notícia sobre o tema!



Raça - 30/09/2009 10:30 Blog da Joyce Pascowicht - http://glamurama.uol.com.br/Materia_raca-32391.aspx
A Mattel, empresa que fabrica a boneca Barbie, lançou um comunicado oficial nessa terça-feira só para anunciar uma nova linha de bonecas negras, a So In Style. Ou, se preferir, S.I.S.! As personagens? Um trio de amigas formado por Grace, Kara e Trichelle. Cada uma delas carrega uma personalidade diferente, focada em música, matemática ou ciência.
As características físicas das meninas são realistas, como lábios mais cheios e cabelos crespos. Mas os tons de pele são diferentes, feitos para retratar os diferentes tipos de negras espalhadas pelo mundo.

A ideia para a criação das S.I.S veio da designer Stacey McBride-Irby, que trabalha há 12 anos na Mattel. A inspiração foi, na verdade, a falta de um modelo de Barbie com que a filha dela pudesse brincar. As So In Style chegam às lojas do mundo todo ainda neste semestre.

Quarta-feira, Setembro 30, 2009

Máteria muito interessante sobre cabelos


Subject: CABELOS DE NEGROS AINDA REVELAM TEOR POLÍTICO NOS EUA


Home > New York Times > Notícia
Cabelos de negros ainda revelam teor político e social nos EUA
27/08/2009 - 11:40 - The New York Times

Cabelos lisos e sedosos há muito tempo são considerados uma coroa perfeita por mulheres negras. Mas muitas vezes conseguir este efeito significa suportar a queimação típica dos químicos alisadores. Ou uma cara dependência de cremes hidratantes.

Conseguir um "cabelo bom" geralmente significa transformar raízes firmemente encaracoladas, mas também é algo além de simplesmente optar por um visual para muitas mulheres afro-americanas. Alisar o cabelo é visto como uma forma de se tornar mais aceitável para certos parentes, bem como para os brancos.
"Se seu cabelo é alisado, as pessoas brancas ficam mais confortáveis", disse o comediante Paul Mooney, ostentando um Afro, no documentário "Good Hair" (Cabelo Bom, em tradução literal) que ganhou um prêmio de júri no festival de cinema de Sundance e será lançado em outubro. "Se seu cabelo é enrolado, eles não ficam felizes".
O filme, feito por Chris Rock(*), explora até onde as mulheres negras são capazes de ir para conseguir cabelos longos e lisos, de um alongamento texturizado de US$ 1 mil do salário de uma professora a estudantes que têm seus cabelos relaxados quimicamente.
Diante da pressão cultural, o pensamento é: conformistas relaxam seu cabelo e rebeldes têm a coragem de deixá-los ao natural. Em alguns cantos, o relaxamento dos cabelos é até mesmo visto como um desejo de ser branco.
"Para mulheres negras, você é condenada se fizer, condenada se não fizer", disse Ingrid Banks, professora de estudos negros da Universidade da Califórnia em Santa Barbara. "Se for atrás de cabelos lisos, será vista como alguém que se vendeu. Se não alisar os cabelos é vista como alguém que não cuida corretamente da aparência".
Qualquer um que tenha pensado que tais preconceitos estavam ultrapassados teria percebido o contrário diante das reações negativas ao fato da filha de 11 anos do presidente, Malia Obama, ter usado seu cabelos em cachos durante suas férias de verão em Roma. Comentaristas do blog conservador Free Republic a atacaram como imprópria para representar a América por ter saído sem alisar o cabelo.
Embora legiões de mulheres negras alisem seus cabelos nos Estados Unidos (Michelle Obama entre elas), salões especializados em estilos naturais têm se proliferado, e mais mulheres negras optam por ostentar seus cachos naturais. Muitas usam cachos e tranças com uma atitude orgulhosa por não terem cedido diante da pressão para alisar.
Em "Good Hair", a atriz Nia Long descreve a sabedoria convencional de que cabelo alisado é mais desejável: "Há sempre uma espécie de pressão dentro da comunidade negra, como: 'Oh, se você tiver cabelo bom, você será mais bonita ou melhor do que a menina que usa um Afro ou cachos ou um penteado natural.' "
Para alguns, a linha de batalha já foi definida.
Mas em entrevistas recentes, várias pessoas negras expressaram cansaço com o debate. Eles questionam, essencialmente: Por que cabelo não pode simplesmente ser cabelo? Um Afro tem necessariamente que estabelecer uma mulher como a herdeira política de Angela Davis? Uma fashionista que reproduz o corte da primeira dama realmente não está sendo verdadeira consigo mesma só porque o penteado é liso?
"Eu sou quem eu sou, não importa como uso meu cabelo", disse Tywana Smith, dona do Treasured Locks, um website dedicado à manutenção de cabelos relaxados e naturais. "Eu quero que meus filhos sejam vistos por quem eles são, e não pela forma como usam seus cabelos", ela acrescentou. "Se eles caminham rua abaixo com cachos ou tranças, eles não estão fazendo qualquer outra declaração além de 'Hoje eu estava com vontade de usar cachos'".
Suposições sobre os motivos para o alisamento dos cabelos já não são tão fáceis quanto uma vez foram. Durante a última campanha presidencial, Noliwe M. Rooks, diretora associada do Centro de Estudos Afro-Americanos de Princeton, teve muitos debates sobre o que significou quando o cabelo de Sasha e Malia Obama foi alisado. "Ao contrário de momentos anteriores", a conclusão não determinava "claramente que a mãe tinha se vendido ou que ela determinava que cabelo liso é melhor", disse Rooks. "Hoje existe uma certa complexidade a respeito de quem somos. Não houve uma resposta fácil a respeito do motivo daquela mudança".
Afua Adusei-Gontarz, 30, do Brooklyn, usou seu cabelo natural por cinco anos em uma trança francesa. Mas ela não acha que o visual a tornava mais autenticamente negra. "Se você tem cabelo natural, você é considerada mais real, ou mais em contato com sua africanidade", disse Adusei-Gontarz, editora assistente da Imprensa Universitária de Columbia.
Ela rejeita o pensamento de que em Gana seus antepassados relaxam os cabelos (como ela agora o faz por comodidade) e "as gerações mais novas é que têm cabelos naturais".
No ano passado, as vendas de cremes para relaxamento caseiro somaram US$ 45,6 milhões (excluindo o Wal-Mart). De acordo com a Mintel, uma empresa de pesquisa de mercado, o número se manteve firme nos últimos anos. Tantas mulheres afro-americanas usam relaxantes ou um pente quente (chapinha) para adquirir um visual liso temporário que não fazer isso pode exigir muita coragem. Em websites onde mulheres negras discutem seus cabelos, os comentaristas apoiam o visual natural para os outros, mas não o adotam para si, disse Rooks. Eu não sou valente o bastante, elas dizem - é tão maravilhoso que você consegue se aceitar como é.
A questão do "cabelo bom" quase sempre se inclina às mulheres. Homens negros com cabelo grosso há muito têm uma opção conveniente e socialmente aceitável: um corte ralo. Muitas mulheres entram no hábito de relaxar o cabelo quando meninas (quando a escolha é feito por sua mãe ou outro parente) então mudar isso quando adultas se torna difícil.
Para muitas pessoas não importa sua raça ou textura de cabelo, se aceitar "como é" pode ser algo difícil. A história da beleza é cheia de descontentamento e transformação: morenas se tornam loiras; mulheres brancas alisam seu cabelo ondulado no melhor estilo japonês. Para ir do curto ao comprimento na altura dos ombros e de volta, celebridades de Britney Spears a Queen Latifah usam alongamentos, que exigem que um estilista costure ou cole o cabelo de outra pessoa no couro couro cabeludo delas.
Então por que, pergunta Brian Smith que coordena o TreasuredLocks.com com sua esposa, Tywana, um penteado é principalmente uma "declaração política ou social" entre os afro-americano? Ele teve clientes que chegaram a lhe implorar para que deixe de dar conselhos a pessoas que usam relaxantes porque "você está ajudando estas mulheres a se venderem". Mas ele e sua esposa, que agora usa cachos depois de anos de relaxamento, não tomam partido.
O termo "natural" em si é problemático, disse Banks. Ela recentemente passou 14 meses em salões para negros em cinco cidades pesquisando para um futuro livro. Salões naturais não oferecem mudanças químicas ou texturas. Mas ela encontrou "grande quantidade de coloração nas arrumações naturais que desafiam o rótulo sem químicos".
Para Banks, fazer uma escolha é crucial, não resultante de um penteado. "Se uma mulher negra opta por relaxar seu cabelo, ou cortar todo seu cabelo ou não fazer nada a respeito, fazer esta escolha já é algo que lhe dá poder", ela disse, notando que antigamente mulheres negras que trabalhavam em plantações não tinham este luxo.


Leia mais sobre cabelos

(*) O comediante Chris Rock resolveu dar um tempo nos filmes comédia e dessa vez dirige um documentário. Nele, Chris mostra o que as mulheres negras dos Estados Unidos passam pra que tenham um cabelo liso e “bom” igual das celebridades como Beyonce, Michelle Obama e Oprah Winfrey.
O filme (Documentário "Good Hair" - Cabelo Bom) estréia nos EUA no dia 9 de outubro, no Brasil ainda não tem data definida. "Good Hair" (Cabelo Bom), recebeu o prêmio de melhor documentário no Festival de Sundance. Quando a filha de Chris Rock, Lola, foi pra ele chorando e perguntou "papai, porque eu não tenho cabelo bom?", o comediante perplexo se comprometeu a procurar nas profundezas da cultura negra e até o fim do mundo quem colocou essa pergunta na cabeça da sua garotinha!

A câmera do diretor Jeff Stilson seguiu o artista e o resultado foi "Good Hair", um documentário maravilhosamente revelador e divertido e ainda assim sério sobre a cultura do cabelo afro-americano. Uma exposição de proporções cômicas, que somente Chris Rock poderia fazer, Good Hair visita salões de beleza e batalhas de estilistas, laboratórios científicos e templos indianos, para explorar a forma como o estilo do cabelo negro impacta as atividades, livros de bolso, r elações sexuais e a auto-estima do povo negro.

Celebridades como Ice-T, Kerry Washington, Nia Long, Paul Mooney, Raven Symoné, Maya Angelou, e o Reverendo Al Sharpton, candidamente oferecem suas histórias e observações a Rock, enquanto ele procura uma forma de responder à questão da sua filha. O que ele descobre é que o cabelo negro é um grande negócio, que nem sempre beneficia a comunidade negra e a a pergunta da pequena Lola pode ser bem maior que a sua capacidade de convencê-la de que o que ela tem na cabeça não é nem um pouco mais importante do que está dentro.
O trailer do filme é em inglês, mas vale a pena apreciar imagens para quem não domina a língua.
http://www.goodhairmovie.net/site/

Domingo, Setembro 20, 2009

Mais livros para trabalhar diversidade

Queridas/os recentemente participei de uma mesa na qual nos pediram indicações de livros sobre o tema diversidade. Esta semana li esta matéria e gostei muito das indicações que nela constam, além de temas próprios do mundo da diversidade há títulos que tratam de nossas dores. Vale conferir.

O Estado de S. Paulo - Caderno 2
8/set/2009
Os livros que tratam de temas delicados
Alcoolismo e suicídio são temas que os autores infanto-juvenis já não evitam

Ubiratan Brasil

O escritor Ignácio de Loyola Brandão lembra que, menino, foi mandado certa vez para fora da sala onde os adultos conversavam. "Tem gente descalça", justificavam eles, que comentavam sobre uma vizinha que se matara com formicida. "Perguntei à minha madrinha: ?Por que as pessoas se matam?? Não obtive resposta e durante anos o suicídio foi uma coisa que me deixou muito grilado, perplexo, me traumatizava, provocava medo", observa o cronista do Caderno 2.

Hoje em dia, além de uma boa conversa, o jovem Loyola teria à disposição o livro Os 13 Porquês, em que Jay Asher oferece uma abordagem delicada de um assunto recorrente em diversos países: o suicídio na adolescência. A obra é uma das várias opções oferecidas pelas editoras de literatura infantil e infanto-juvenil que tratam de temas tabus, mas com a ??delicadeza e cuidado necessários. Uma aposta crescente e bem-vinda. Os 13 Porquês, por exemplo, integra uma nova coleção da Ática, a Série Z, iniciada com Dizem Que Sou Louco, de George Harrar, uma surpreendente história sobre Transtorno Obsessivo Compulsivo, o famoso T.O.C., que atinge de 2% a 4% da população mundial. Além disso, nas prateleiras de livrarias é possível encontrar livros que tratam de câncer, alcoolismo paterno, homossexualismo, morte, mal de Alzheimer, deficiência física, entre outros.

"A ficção é, muitas vezes, a melhor forma para se iniciar uma discussão importante", afirma Asher, em entrevista ao Estado. "Acredito que as crianças podem ser educadas e entretidas por histórias boas, engraçadas e interessantes", completa Harrar. Experiências pessoais, muitas vezes, representam o ponto de partida. Harrar conta que, na escola, era um aluno que sempre contava as madeiras de uma cerca além de testar a memória, passando constantemente o horário das aulas. "Assim, pude escrever sob a perspectiva de Devon, o personagem de Dizem Que Sou Louco, que come tudo de quatro em quatro (quatro minicenouras, quatro wafers, quatro M&M?s de cores diferentes) e é obcecado por limpeza e organização."

O importante, acredita Jay Asher, é tratar de um assunto que, de alguma forma, possa atingir o adolescente. Quando uma jovem de sua família tentou o suicídio para aplacar a angústia, ele percebeu que o tema não era uma exceção. Durante nove anos, fez pesquisas, especialmente conversando com a jovem, até iniciar a escrita definitiva. "Meu único receio era falhar na escrita, que sempre deve ser muito cuidadosa", disse Asher, que escolheu o número 13 por ser um algarismo que simboliza o azar.

Se a Ática inicia agora sua coleção, a SM mantém a série Estado de Alerta desde 2006. Os temas são pesados - em Se Até as Árvores Morrem, a argelina Jeanne Benameur trata da morte paterna, enquanto em As Duas Mães de Mila, a argentina Clara Vidal mostra a violência materna. O mais polêmico talvez seja Pula-Elástico, do croata Zoran Pongrasic, sobre uma menina que se recupera de câncer. O livro inspirou a Cia. O Grito a montar a peça infanto-juvenil O Armário Mágico, em cartaz no teatro Martins Pena.

Por enquanto, a quantidade de livros escritos por estrangeiros é maior. Em O Pato, a Morte e a Tulipa (Cosac Naify), por exemplo, o alemão Wolf Erlbruch trata da finitude da vida de forma poética, enquanto em Pequenos Contos para Crescer (Companhia das Letrinhas), a búlgara Albena Ivanovitch-Lair e o francês Mario Urbanet preferem o humor, com a história da velhinha que engana a morte.

Assuntos mais delicados, porém, obrigam os autores a buscar subterfúgios. Em O Cachecol Que Sempre Ficava Mais Comprido (Scipione), os alemães Bettina Göschl e Klaus-Peter Wolf narram o drama do menino que se surpreende com a súbita transformação do pai, de homem divertido para impaciente - o problema do alcoolismo é apresentado metaforicamente, na figura de um cachecol que, quanto mais comprido, mais enrola e transforma o pai.

Já Camila, a bela menina de Vovó Tem Alzha... o Quê? (FTD), da belga Véronique Van den Abeele, demora para entender a transformação de sua avó que, ativa e brincalhona, transforma-se em uma mulher reclusa e de gestos engraçados, como guardar os sapatos na geladeira. Mesmo sem entender o que é o mal de Alzheimer, Camila decide fazer o bolo antes preparado pela avó e levar para ela, na clínica onde agora vive.

"Quem quer escrever e ser bem aceito por jovens deve olhar o enredo a partir da visada de quem lerá a história, não a partir do próprio ponto de vista adulto de quem escreve", comenta um campeão de vendas, o escritor paulista Pedro Bandeira, que, em uma obra que ultrapassa os 80 livros, já tratou do suicídio (A Marca de Uma Lágrima), além da separação dos pais, adolescentes apaixonadas pelo próprio professor, personagem que se masturba, menstruação, pelos pubianos, excitação rígida masculina, excitação úmida feminina. "Claro que tudo isso com o maior carinho, com a maior dose de compreensão pelo momento do leitor, mostrando que na normalidade não há razão para escândalo."

Bandeira prega que o leitor, qualquer que seja a idade, odeia ver os próprios sentimentos criticados em um texto. É o que explica o sucesso de um pioneiro entre os autores nacionais, Wander Piroli, que publicou O Menino e o Pinto do Menino (Moderna) em 1975. "Ele falava das crianças que moram em apartamento e não sabem o que fazer com bichos de estimação", lembra Ignácio de Loyola Brandão, cujo O Menino Que Não Teve Medo do Medo (Global) trata justamente dos temores infantis.

Nem todos, porém, apoiam. "O escritor não tem responsabilidade de educar a criança", acredita Ziraldo. "Isso é tarefa para os pais, a escola e o Estado."


OUTRAS LEITURAS

VOVÔ AGORA É CAVALEIRO, de Dagmar H. Mueller (Scipione): O avô de Jonas vive como se vestisse uma armadura pesada: tem mal de Parkinson.

MEUS PÉS SÃO A CADEIRA DE RODAS, de Franz-Joseph Huainnigg (Scipione): Maria usa cadeira de rodas e se incomoda quando tentam ajudá-la com coisas que ela consegue fazer sozinha.

O DESAFIO, de Marie Leymarie (SM): O casamento dos pais de Juliano vai mal e seu namoro não deslancha.

MEU AMIGO JIM, de Kitty Crowther (Cosac Naify): A amizade dos pássaros Jack e Jim, um do bosque e outro do mar, gera preconceito na vila onde moram.

MAS, POR QUÊ?, de Peter Schössow (Cosac): Elvis, o passarinho de uma garotinha, morre, e ela não se conforma.

MAMÃE É GRANDE COMO UMA TORRE, de Brigitte Schär (Cosac): Uma criança usa a fantasia para lidar com a separação dos pais.

TODOS OS PATINHOS, de Christian Duda (Cosac): Raposa faminta acaba adotando o patinho.

NÓS, OS CEGOS, ENXERGAMOS LONGE, de Franz-Joseph Huainigg (Scipione): Catarina perde-se dos pais na multidão e só é ?vista? por um rapaz cego.

Segunda-feira, Agosto 17, 2009

Indicação de livro



Queridas/os este livro foi escrito por uma grande amiga minha e vale a pena ser lido.

Minha mãe é negra sim! Conta a história do menino Eno, que se vê às voltas com o racismo na escola e sofre com o dilema de ter que retratar sua mãe negra, em uma atividade escolar.

Livro de Patricia Santana

Editora Mazza

Muitas crianças sentem vergonha de aparecer ao lado de seus familiares negros, devido as piadinhas que são obrigadas a ouvir dos colegas, por isso, a importância deste livro que reafirma a beleza negra, por meio da valorização da herança familiar. Lindo, lindo!

um beijo no coração de cada uma/uma!

Um forte abraço!

Sábado, Abril 04, 2009

Reflexões

Olá. Volto com mais uma promessa de manter a continuidade do blog, talvez semanal, quem sabe? Estou numa nova condição agora e isso pode ajudar. Sou atualmente professora da UFMS no campus de Três Lagoas, trabalho com as disciplinas de Currículo, ensino e cultura. Linguagem, leitura e escrita e também com Infância e Sociedade. O trabalho com estas disciplinas poderão fornecer elementos para alimentar o blog, que tinha a proposta de pautar discussões que não estivessem somente no campo das relações étnico-raciais, vamos ver o que é possível?

Quinta-feira, Novembro 06, 2008

Yes, We Can!

Queridos/as estou feliz e quero compartilhar com vocês!



Yes, We Can!!!

Obama teve uma avó, e isso fez toda a diferença na vida dele. Ele hoje é Presidente dos EUA. Hoje Sou Barak Obama. Quero que o Brasil seja Barak Obama. Basta de racismo. Nunca imaginei que meu filho poderia ver um homem negro como presidente de um país feito com o sangue de gente negra escravizada. Sei que isso não altera a questão estrutural, não de imediato, mas a vida é feita de simbolismos e mudanças graduais. Sim, nós podemos e sonhamos com menos discriminação e mais igualdade. Yes, We Can. Viva Barak Obama!!!!! Mandela!! Abdias Nascimento! Mãe Beata! Mãe Menininha e outras...

Ele disse:

"É a resposta dada pelas filas que se estenderam ao redor de escolas e igrejas em um número como esta nação jamais viu, pelas pessoas que esperaram três ou quatro horas, muitas delas pela primeira vez em suas vidas, porque achavam que desta vez tinha que ser diferente e que suas vozes poderiam fazer esta diferença. É a resposta pronunciada por jovens e idosos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, indígenas, homossexuais, heterossexuais, incapacitados ou não-incapacitados".

I have one dream. We Can!

Domingo, Outubro 19, 2008

Palestras...





Depois de 7 meses ausente da minha terra fui até lá trabalhar. Isso foi dia 3/10. Fiz uma palestra para cerca de 300 educadoras da educação infantil sobre meu velho e querido tema: Relações étnico-raciais na educação infantil. Após a minha apresentação veio o silêncio, aquele constrangedor em que a palestrante pensa. Será que ninguém gostou e por isso não querem prolongar a conversa??? Depois de alguns segundos vi que o silêncio era decorrência do impacto que minha fala teve e as pessoas precisaram de algum tempo para digerí-la. Após esses preciosos segundos vieram as tão esperadas questões. Parte que mais gosto neste processo. Elas como sempre mexem comigo e me colocam a pensar para além daquele momento em que somos instigadas a buscar uma resposta, ainda que não definitiva para a questão posta, a reflexão é tamanha que decidi compartilhar com vocês as questões e as reflexões. Assim a partir de amanhã vou incluí-las pouco a pouco. Já tenho uma coleção delas porque neste sábado 18/10 partipei do Primeiro encontro de implementação da Lei 10.639 da região metropolitanda de São Paulo e tenho também deste momento muitas questões interessantes. Penso que este exercício me ajudará a elaborar melhor as questões que vem aparecendo e também dar concretude a uma idéia antiga minha e de Patricia Santana de Minas Gerais de escrever um livro com as perguntas com as quais nos deparamos em cursos de formação de professores/ras. Vamos ver se desse jeito tenho argumento para visitar mais este blogue. É isso!

Quem sou eu...

Publicações

  • Geração XXI: vozes de quem vive essa história. In: SILVA, Cidinha. Ações Afirmativas em Educação:experiências brasileiras. São Paulo: Summus, 2003
  • “Quantos passos forma dados? A questão de raça nas leis educacionais. Da LDB de 1961 a Lei 10.639/03. Revista On-line “Espaço Acadêmico” www.espacoacademico.com.br/038/38cidas.htm, n.38, junho, 2004.
  • Quantos passos já foram dados? A questão de raça nas leis educacionais - da LDB de 1961 à Lei 10.639/03. In: ROMÃO, Jeruse (org.) Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidades: Brasília, 2005;
  • O desafio pedagógico de formar professores para promover a igualdade racial na escola.www.mulheresnegras.org/doc/ texto_para_site_mulheres_negras.rtf, acessado em 1/07/2006
  • Formação de Professores para o combate ao racismo. A experiência do GRUPO TEZ -Trabalhos e Estudos Zumbi, co-autora. Cadernos de diálogos pedagógicos. Combatendo a intolerância e promovendo a igualdade racial na educação sul-matogrossense, pág. 45-49, Secretaria de Estado de Educação do Mato Grosso do Sul, 2006.
  • Mãe, cadê o lápis cor da pele?, Por: Lucimar Rosa Dias - 30/05/2006. http://www.afropress.com
  • Questões sobre a educação na África e a educação anti-racista brasileira: reflexões. Revista Espaço Acadêmico, n.60, maio, 2006, http://www.espacocademico.com.br/rea_autores.htm

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