<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401</id><updated>2011-07-28T18:37:18.820-03:00</updated><title type='text'>Educare</title><subtitle type='html'>Espaço para compartilhar experiências educativas de promoção da igualdade racial, valorização da diversidade humana, além de outras questões sobre o processo educativo, especialmente, na educação infantil</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>35</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-3806604534236737192</id><published>2009-11-14T12:02:00.004-02:00</published><updated>2009-11-14T12:17:14.912-02:00</updated><title type='text'>Vamos debater? O que pensam sobre o tema?</title><content type='html'>O consumismo inconsciente das crianças &lt;br /&gt;Shirley Hunther *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Lacan assume que o inconsciente se estrutura como uma linguagem, como uma cadeia de significante latente que se repete e interfere no discurso efetivo, como se houvesse sempre, sob as palavras, outras palavras, como se o discurso fosse sempre atravessado pelo discurso do Outro, do inconsciente.” - Fernanda Mussalim (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vivemos fazendo e ouvindo discursos. Muitos deles desiguais, superiores, repressores. “A classe dominante, para manter sua dominação, gera mecanismos que perpetuam e reproduzem as condições materiais, ideológicas e política.” - Althusser (1970).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prática social, através dos aparelhos ideológicos, carrega em si a desconstrução de um modelo de representação de valores e poder em cima das classes menos favorecidas. Daí a relevância de se estudar gêneros textuais específicos da mídia, como a propaganda para o público infantil, que pode ser argumentada pela condição promocional da cultura contemporânea, que estabelece uma estreita ligação entre a publicidade, valores sociais e o papel ideológico da mesma. A propaganda possui um discurso persuasivo, tentando manipular as pessoas, nesse caso as crianças, para comprarem um estilo de vida além de sua realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente é nítido o desinteresse das crianças por aquilo que lhes seria genuíno; O brincar passa a ser um hábito e o consumo exibicionista chega ao ápice da diversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A televisão é um meio em que a publicidade mais atinge as crianças, e a dificuldade dos pais driblarem a sedução dos anúncios voltados para o público infantil gera polêmica. Em todo o mundo há instituições voltadas para combater abusos até quem defenda a proibição desses comerciais, é o caso da ONG Instituto Alana. Segundo a Presidenta, Ana Lucia Villela, “as crianças ainda não conseguem criar um juízo de valores sobre o que veem na televisão. Até os seis anos de idade elas não sabem o que é comercial ou programa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, para que uma propaganda possa melhor convencer uma pessoa a comprar algo do que ela não necessita, ela é, em sua maioria, formada por um texto cuidadosamente selecionado em seus componentes lingüísticos e em seus componentes visuais. Assim devemos avaliar melhor o que lhe está sendo oferecido, mas como fazer com que uma criança faça distinção quando seu super herói está a frente da própria mensagem e que até os seus primeiros seis anos de vida elas não sabem distinguir, como afirma a Presidenta do Instituto Alana em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que é muito mais fácil fixar um hábito durante a infância, já que é nesta fase que a percepção está sendo estruturada tornando-se também mais difícil modificar algo assimilado nesse período. Hoje, enquanto a criança cresce se estrutura, sua percepção do consumo como o grande prazer, gozo maior que o brincar, o aprender com a experiência, o construir seu conhecimento com o mundo da vida, das relações dialógicas, verdadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, as propagandas têm inovado sua apresentação de forma abusiva. A maneira que apelam para se obter a atenção de um possível consumidor é que prejudica a saúde, e o desenvolvimento do caráter, personalidade e auto-elevação de consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada dia vemos nos intervalos dos programas de TVs, pontos de ônibus, lanchonetes, bancas de revistas, outdoor, concessionária de veículos, shoppings, etc.- Mas, nosso foco é a televisão -, fazendo propagandas para chamar a atenção dos consumistas e, com maior intensidade, às crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discurso é usado como veículo para vender produtos, idéias, serviços, pessoas. Além disso, tudo que as empresas precisam naquele momento é atingir seus objetos, ou seja, o de “vender”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lacan (2002) mostrou que o inconsciente se estrutura como a linguagem. O inconsciente é o discurso do outro, assim o desejo é o desejo do outro. Sendo dessa forma, há publicitários que, para criar suas peças, usam resultados de uma “testagem” que revela entre outros dados, desejos irrefletidos nas crianças, com estruturas levianas sobre as quais se movem. E com elas a publicidade trabalha na formulação dessas peças, numa ligação do inconsciente com o prazer que o produto irá remeter à criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garotada aprende que só será reconhecida como parte desse universo, que é o imaginário construído, a partir de um hábito adquirido pelos veículos de comunicação, se adquirir esses produtos. As sensações de “pertencimento”, necessárias para a construção de sua identidade, passam pela incorporação, em seu funcionamento mental, de aspirações homogêneas e do padrão de consumo que as atende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precocemente a meninada é induzida a crer que os produtos de grife são sua identidade. Com essas marcas, como segunda pele, elas se sentem poderosas, meninas e meninos se tornam assim, propagandas sem custo, como outdoors ambulantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fantasias de completude, idéias de poder, domínio de ter acesso ao que o outro não pode ter, do que essa criança vale é o que acontece nesta maneira de viver. A vontade fala mais alto que a necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alguns falta o presente, pois em seu mundo mental o objeto de desejo é o ser consumível. Observamos, por exemplo, que em algumas escolas de classe média alta, as crianças já mostram status uma com a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a psicanalista Ana Olmos (2009), “as crianças, sem perceberem, consomem para dizer ao outro sobre elas próprias, para dizer para elas próprias quem são”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil é negar um pedido de uma criança, principalmente se esta é nosso filho. Tiramos dinheiro do bolso pra comprar aqueles montes de presentes, pouco úteis e que em poucos meses vão ser largados nos cantos da casa para serem substituídos por outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma emissora de TV Inglesa constatou que, por algum motivo, as propagandas veiculadas pela manhã têm impacto sobre o cérebro. As pesquisas também estão descobrindo que as propagandas podem ter efeito oposto ao que pretende, mas a verdade é que o consumo do público infantil vem aumentando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crianças é alvo fácil e de grande consumo, por isso, as empresas de publicidades estão investindo mais nos horários diurnos, onde o maior índice de programas voltados para esse público é bem maior. É pela manhã que aparece seu super-herói na tela e não no horário nobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As propagandas existem para influenciar pessoas, pensamentos e seu comportamento de acordo com o interesse do patrocinador. O segredo delas é o envolvimento emocional que elas tentam proporcionar a seu público-alvo, e aplicar estas técnicas é relativamente fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os propagandistas descobriram também, que a falta do convívio dos pais com os filhos, está diretamente ligada ao consumismo exacerbado das crianças. Eles, os pais, passam a realizar tudo o que seu filho deseja desde uma marca de celular a um delicioso hambúrguer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como atender então essas demandas ilimitadas se os nossos recursos são escassos? Isso mesmo, a nossa grana é curta e nada adianta ganhar um sorriso infantil se o cheque especial está no vermelho e o rotativo do cartão de crédito não mais pode ser usado, ou se o nosso plano de previdência anda de dieta há vários meses. Por outro lado recusar a compra de qualquer produto licenciados por personagens infantis acabaria dando um mal-estar muito grande com os garotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá um basta radical para esses apelos infantis não é a melhor saída. Uma sugestão do Economista Mauro Halfeld e colunista da Revista Época e da Rádio CBN “é fazer um bom acordo com as meninas e os meninos. Usar um desses produtos que eles querem adquirir como recompensa para as missões importantes, como por exemplo, um excelente resultado na escola, ou uma bela arrumação no quarto. Não estabelecer missão fácil e fugir dos prêmios mais caros”. Seria uma ótima opção para acabar com o consumismo exagerado dessa nova geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças querem usar roupas de grife, tênis de marca, porque neles estão expressos, embora que simbolicamente, a que meio social pertence, ou que a ele deseja pertencer, tudo isso pautado no consumismo. É como se fosse uma áurea que envolve o produto. Por que nesse jogo de interesse as crianças crescem com um novo pensamento, com novas ideologias, elas deixam de “Ser” para “Ter” e passam a “Ter” para “Ser”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Relações Públicas e Jornalista da Graúna - Juventude, Gênero, Arte e Desenvolvimento; Assessoria direta do Programa Pedro Paulo na TV na TV NOVA - Canal 22 de Recife/PE; Pós Graduada em Linguística do Texto e do Discurso&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-3806604534236737192?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.youtube.com/watch?v=L_gPyxBFycs' title='Vamos debater? O que pensam sobre o tema?'/><link rel='enclosure' type='' href='http://www.youtube.com/watch?v=L_gPyxBFycs' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/3806604534236737192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2009/11/vamos-debater-o-que-pensam-sobre-o-tema.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/3806604534236737192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/3806604534236737192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2009/11/vamos-debater-o-que-pensam-sobre-o-tema.html' title='Vamos debater? O que pensam sobre o tema?'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-1640814152744363462</id><published>2009-11-14T11:43:00.004-02:00</published><updated>2009-11-14T14:36:15.119-02:00</updated><title type='text'>Mais livros para trabalhar diversidade!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/Sv7a6RA0ssI/AAAAAAAAAPc/mX_9qlb0HQU/s1600-h/kiusan.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 140px; height: 103px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/Sv7a6RA0ssI/AAAAAAAAAPc/mX_9qlb0HQU/s200/kiusan.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403997297425298114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/Sv62o-JfLhI/AAAAAAAAAPM/rQgshaxyRKI/s1600-h/Convite_Nubia_virtual%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/Sv62o-JfLhI/AAAAAAAAAPM/rQgshaxyRKI/s200/Convite_Nubia_virtual%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403957417884986898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fim de ano produtivo. Dois lançamentos de altissíma qualidade serão realizados em novembro na cidade de S.Paulo. O primeiro é o livro Nubia vai ao Egito de Cida Bento, que dispensa apresentações para quem trabalha na área, ela é uma das mais importantes vozes femininas no que diz respeito à promoção da igualdade racial e agora inaugura sua produção de teórico na literatura infantil. Axé!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo é o livro de Kiusan Oliveira, arte-educadora, embora nunca a tenha visto se classificar assim: dança, escreve e faz outras artes negras encantando a todos/as, lança seu Omo-Oba histórias de princesas negras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém pode ficar sem estes livros!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-1640814152744363462?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/1640814152744363462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2009/11/mais-livros-para-trabalhar-diversidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/1640814152744363462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/1640814152744363462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2009/11/mais-livros-para-trabalhar-diversidade.html' title='Mais livros para trabalhar diversidade!'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/Sv7a6RA0ssI/AAAAAAAAAPc/mX_9qlb0HQU/s72-c/kiusan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-108209991376159262</id><published>2009-10-01T11:15:00.000-03:00</published><updated>2009-10-01T11:18:41.433-03:00</updated><title type='text'>Bonecas Negras. Uma boa notícia sobre o tema!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SsS5zG3D4fI/AAAAAAAAAOk/9Y0lsVXLk1o/s1600-h/bonecas+mattel.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 158px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SsS5zG3D4fI/AAAAAAAAAOk/9Y0lsVXLk1o/s200/bonecas+mattel.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387635341907976690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Raça   -  30/09/2009 10:30  Blog da Joyce Pascowicht  - http://glamurama.uol.com.br/Materia_raca-32391.aspx&lt;br /&gt;A Mattel, empresa que fabrica a boneca Barbie, lançou um comunicado oficial nessa terça-feira só para anunciar uma nova linha de bonecas negras, a So In Style. Ou, se preferir,  S.I.S.! As personagens? Um trio de amigas formado por Grace, Kara e Trichelle. Cada uma delas carrega uma personalidade diferente, focada em música, matemática ou ciência.&lt;br /&gt;As características físicas das meninas são realistas, como lábios mais cheios e cabelos crespos. Mas os tons de pele são diferentes, feitos para retratar os diferentes tipos de negras espalhadas pelo mundo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A ideia para a criação das S.I.S veio da designer Stacey McBride-Irby, que trabalha há 12 anos na Mattel. A inspiração foi, na verdade, a falta de um modelo de Barbie com que a filha dela pudesse brincar. As So In Style chegam às lojas do mundo todo ainda neste semestre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-108209991376159262?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/108209991376159262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2009/10/bonecas-negras-mais-uma-bon-noticia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/108209991376159262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/108209991376159262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2009/10/bonecas-negras-mais-uma-bon-noticia.html' title='Bonecas Negras. Uma boa notícia sobre o tema!'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SsS5zG3D4fI/AAAAAAAAAOk/9Y0lsVXLk1o/s72-c/bonecas+mattel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-5628996564695704973</id><published>2009-09-30T09:03:00.000-03:00</published><updated>2009-09-30T09:06:42.591-03:00</updated><title type='text'>Máteria muito interessante sobre cabelos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SsNJxUoRwdI/AAAAAAAAAOc/FHhcgzh_KiQ/s1600-h/DSC03360.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 198px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SsNJxUoRwdI/AAAAAAAAAOc/FHhcgzh_KiQ/s200/DSC03360.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387230690965307858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Subject: CABELOS DE NEGROS AINDA REVELAM TEOR POLÍTICO NOS EUA&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Home &gt; New York Times &gt; Notícia&lt;br /&gt;Cabelos de negros ainda revelam teor político e social nos EUA &lt;br /&gt;27/08/2009 - 11:40 - The New York Times &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cabelos lisos e sedosos há muito tempo são considerados uma coroa perfeita por mulheres negras.  Mas muitas vezes conseguir este efeito significa suportar a queimação típica dos químicos alisadores.  Ou uma cara dependência de cremes hidratantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguir um "cabelo bom" geralmente significa transformar raízes firmemente encaracoladas, mas também é algo além de simplesmente optar por um visual para muitas mulheres afro-americanas. Alisar o cabelo é visto como uma forma de se tornar mais aceitável para certos parentes, bem como para os brancos.&lt;br /&gt;"Se seu cabelo é alisado, as pessoas brancas ficam mais confortáveis", disse o comediante Paul Mooney, ostentando um Afro, no documentário "Good Hair" (Cabelo Bom, em tradução literal) que ganhou um prêmio de júri no festival de cinema de Sundance e será lançado em outubro. "Se seu cabelo é enrolado, eles não ficam felizes".&lt;br /&gt;O filme, feito por Chris Rock(*), explora até onde as mulheres negras são capazes de ir para conseguir cabelos longos e lisos, de um alongamento texturizado de US$ 1 mil do salário de uma professora a estudantes que têm seus cabelos relaxados quimicamente.&lt;br /&gt;Diante da pressão cultural, o pensamento é: conformistas relaxam seu cabelo e rebeldes têm a coragem de deixá-los ao natural. Em alguns cantos, o relaxamento dos cabelos é até mesmo visto como um desejo de ser branco.&lt;br /&gt;"Para mulheres negras, você é condenada se fizer, condenada se não fizer", disse Ingrid Banks, professora de estudos negros da Universidade da Califórnia em Santa Barbara. "Se for atrás de cabelos lisos, será vista como alguém que se vendeu. Se não alisar os cabelos é vista como alguém que não cuida corretamente da aparência".&lt;br /&gt;Qualquer um que tenha pensado que tais preconceitos estavam ultrapassados teria percebido o contrário diante das reações negativas ao fato da filha de 11 anos do presidente, Malia Obama, ter usado seu cabelos em cachos durante suas férias de verão em Roma. Comentaristas do blog conservador Free Republic a atacaram como imprópria para representar a América por ter saído sem alisar o cabelo.&lt;br /&gt;Embora legiões de mulheres negras alisem seus cabelos nos Estados Unidos (Michelle Obama entre elas), salões especializados em estilos naturais têm se proliferado, e mais mulheres negras optam por ostentar seus cachos naturais. Muitas usam cachos e tranças com uma atitude orgulhosa por não terem cedido diante da pressão para alisar.&lt;br /&gt;Em "Good Hair", a atriz Nia Long descreve a sabedoria convencional de que cabelo alisado é mais desejável: "Há sempre uma espécie de pressão dentro da comunidade negra, como: 'Oh, se você tiver cabelo bom, você será mais bonita ou melhor do que a menina que usa um Afro ou cachos ou um penteado natural.' "&lt;br /&gt;Para alguns, a linha de batalha já foi definida.&lt;br /&gt;Mas em entrevistas recentes, várias pessoas negras expressaram cansaço com o debate. Eles questionam, essencialmente: Por que cabelo não pode simplesmente ser cabelo? Um Afro tem necessariamente que estabelecer uma mulher como a herdeira política de Angela Davis? Uma fashionista que reproduz o corte da primeira dama realmente não está sendo verdadeira consigo mesma só porque o penteado é liso?&lt;br /&gt;"Eu sou quem eu sou, não importa como uso meu cabelo", disse Tywana Smith, dona do Treasured Locks, um website dedicado à manutenção de cabelos relaxados e naturais. "Eu quero que meus filhos sejam vistos por quem eles são, e não pela forma como usam seus cabelos", ela acrescentou. "Se eles caminham rua abaixo com cachos ou tranças, eles não estão fazendo qualquer outra declaração além de 'Hoje eu estava com vontade de usar cachos'".&lt;br /&gt;Suposições sobre os motivos para o alisamento dos cabelos já não são tão fáceis quanto uma vez foram. Durante a última campanha presidencial, Noliwe M. Rooks, diretora associada do Centro de Estudos Afro-Americanos de Princeton, teve muitos debates sobre o que significou quando o cabelo de Sasha e Malia Obama foi alisado. "Ao contrário de momentos anteriores", a conclusão não determinava "claramente que a mãe tinha se vendido ou que ela determinava que cabelo liso é melhor", disse Rooks. "Hoje existe uma certa complexidade a respeito de quem somos. Não houve uma resposta fácil a respeito do motivo daquela mudança".&lt;br /&gt;Afua Adusei-Gontarz, 30, do Brooklyn, usou seu cabelo natural por cinco anos em uma trança francesa. Mas ela não acha que o visual a tornava mais autenticamente negra. "Se você tem cabelo natural, você é considerada mais real, ou mais em contato com sua africanidade", disse Adusei-Gontarz, editora assistente da Imprensa Universitária de Columbia.&lt;br /&gt;Ela rejeita o pensamento de que em Gana seus antepassados relaxam os cabelos (como ela agora o faz por comodidade) e "as gerações mais novas é que têm cabelos naturais".&lt;br /&gt;No ano passado, as vendas de cremes para relaxamento caseiro somaram US$ 45,6 milhões (excluindo o Wal-Mart). De acordo com a Mintel, uma empresa de pesquisa de mercado, o número se manteve firme nos últimos anos. Tantas mulheres afro-americanas usam relaxantes ou um pente quente (chapinha) para adquirir um visual liso temporário que não fazer isso pode exigir muita coragem. Em websites onde mulheres negras discutem seus cabelos, os comentaristas apoiam o visual natural para os outros, mas não o adotam para si, disse Rooks.  Eu não sou valente o bastante, elas dizem - é tão maravilhoso que você consegue se aceitar como é.&lt;br /&gt;A questão do "cabelo bom" quase sempre se inclina às mulheres. Homens negros com cabelo grosso há muito têm uma opção conveniente e socialmente aceitável: um corte ralo. Muitas mulheres entram no hábito de relaxar o cabelo quando meninas (quando a escolha é feito por sua mãe ou outro parente) então mudar isso quando adultas se torna difícil.&lt;br /&gt;Para muitas pessoas não importa sua raça ou textura de cabelo, se aceitar "como é" pode ser algo difícil. A história da beleza é cheia de descontentamento e transformação: morenas se tornam loiras; mulheres brancas alisam seu cabelo ondulado no melhor estilo japonês. Para ir do curto ao comprimento na altura dos ombros e de volta, celebridades de Britney Spears a Queen Latifah usam alongamentos, que exigem que um estilista costure ou cole o cabelo de outra pessoa no couro couro cabeludo delas.&lt;br /&gt;Então por que, pergunta Brian Smith que coordena o TreasuredLocks.com com sua esposa, Tywana, um penteado é principalmente uma "declaração política ou social" entre os afro-americano? Ele teve clientes que chegaram a lhe implorar para que deixe de dar conselhos a pessoas que usam relaxantes porque "você está ajudando estas mulheres a se venderem". Mas ele e sua esposa, que agora usa cachos depois de anos de relaxamento, não tomam partido.&lt;br /&gt;O termo "natural" em si é problemático, disse Banks. Ela recentemente passou 14 meses em salões para negros em cinco cidades pesquisando para um futuro livro. Salões naturais não oferecem mudanças químicas ou texturas. Mas ela encontrou "grande quantidade de coloração nas arrumações naturais que desafiam o rótulo sem químicos".&lt;br /&gt;Para Banks, fazer uma escolha é crucial, não resultante de um penteado. "Se uma mulher negra opta por relaxar seu cabelo, ou cortar todo seu cabelo ou não fazer nada a respeito, fazer esta escolha já é algo que lhe dá poder", ela disse, notando que antigamente mulheres negras que trabalhavam em  plantações não tinham este luxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia mais sobre cabelos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) O comediante Chris Rock resolveu dar um tempo nos filmes comédia e dessa vez dirige um documentário. Nele, Chris mostra o que as mulheres negras dos Estados Unidos passam pra que tenham um cabelo liso e “bom” igual das celebridades como Beyonce, Michelle Obama e Oprah Winfrey.&lt;br /&gt;O filme (Documentário "Good Hair" - Cabelo Bom) estréia nos EUA no dia 9 de outubro, no Brasil ainda não tem data definida.  "Good Hair" (Cabelo Bom), recebeu o prêmio de melhor documentário no Festival de Sundance. Quando a filha de Chris Rock, Lola, foi pra ele chorando e perguntou "papai, porque eu não tenho cabelo bom?", o comediante perplexo se comprometeu a procurar nas profundezas da cultura negra e até o fim do mundo quem colocou essa pergunta na cabeça da sua garotinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A câmera do diretor Jeff Stilson seguiu o artista e o resultado foi "Good Hair", um documentário maravilhosamente revelador e divertido e ainda assim sério sobre a cultura do cabelo afro-americano. Uma exposição de proporções cômicas, que somente Chris Rock poderia fazer, Good Hair visita salões de beleza e batalhas de estilistas, laboratórios científicos e templos indianos, para explorar a forma como o estilo do cabelo negro impacta as atividades, livros de bolso, r elações sexuais e a auto-estima do povo negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celebridades como Ice-T, Kerry Washington, Nia Long, Paul Mooney, Raven Symoné, Maya Angelou, e o Reverendo Al Sharpton, candidamente oferecem suas histórias e observações a Rock, enquanto ele procura uma forma de responder à questão da sua filha. O que ele descobre é que o cabelo negro é um grande negócio, que nem sempre beneficia a comunidade negra e a a pergunta da pequena Lola pode ser bem maior que a sua capacidade de convencê-la de que o que ela tem na cabeça não é nem um pouco mais importante do que está dentro.&lt;br /&gt;O trailer do filme é em inglês, mas vale a pena apreciar imagens para quem não domina a língua. &lt;br /&gt;http://www.goodhairmovie.net/site/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-5628996564695704973?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/5628996564695704973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2009/09/materia-muito-interessante-sobre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/5628996564695704973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/5628996564695704973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2009/09/materia-muito-interessante-sobre.html' title='Máteria muito interessante sobre cabelos'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SsNJxUoRwdI/AAAAAAAAAOc/FHhcgzh_KiQ/s72-c/DSC03360.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-1669026120563909004</id><published>2009-09-20T11:55:00.000-03:00</published><updated>2009-09-20T11:57:57.761-03:00</updated><title type='text'>Mais livros para trabalhar diversidade</title><content type='html'>Queridas/os recentemente participei de uma mesa na qual nos pediram indicações de livros sobre o tema diversidade. Esta semana li esta matéria e gostei muito das indicações que nela constam, além de temas próprios do mundo da diversidade há títulos que tratam de nossas dores. Vale conferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado de S. Paulo  -  Caderno 2&lt;br /&gt;8/set/2009&lt;br /&gt;Os livros que tratam de temas delicados&lt;br /&gt;Alcoolismo e suicídio são temas que os autores infanto-juvenis já não evitam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ubiratan Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor Ignácio de Loyola Brandão lembra que, menino, foi mandado certa vez para fora da sala onde os adultos conversavam. "Tem gente descalça", justificavam eles, que comentavam sobre uma vizinha que se matara com formicida. "Perguntei à minha madrinha: ?Por que as pessoas se matam?? Não obtive resposta e durante anos o suicídio foi uma coisa que me deixou muito grilado, perplexo, me traumatizava, provocava medo", observa o cronista do Caderno 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, além de uma boa conversa, o jovem Loyola teria à disposição o livro Os 13 Porquês, em que Jay Asher oferece uma abordagem delicada de um assunto recorrente em diversos países: o suicídio na adolescência. A obra é uma das várias opções oferecidas pelas editoras de literatura infantil e infanto-juvenil que tratam de temas tabus, mas com a ??delicadeza e cuidado necessários. Uma aposta crescente e bem-vinda. Os 13 Porquês, por exemplo, integra uma nova coleção da Ática, a Série Z, iniciada com Dizem Que Sou Louco, de George Harrar, uma surpreendente história sobre Transtorno Obsessivo Compulsivo, o famoso T.O.C., que atinge de 2% a 4% da população mundial. Além disso, nas prateleiras de livrarias é possível encontrar livros que tratam de câncer, alcoolismo paterno, homossexualismo, morte, mal de Alzheimer, deficiência física, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A ficção é, muitas vezes, a melhor forma para se iniciar uma discussão importante", afirma Asher, em entrevista ao Estado. "Acredito que as crianças podem ser educadas e entretidas por histórias boas, engraçadas e interessantes", completa Harrar. Experiências pessoais, muitas vezes, representam o ponto de partida. Harrar conta que, na escola, era um aluno que sempre contava as madeiras de uma cerca além de testar a memória, passando constantemente o horário das aulas. "Assim, pude escrever sob a perspectiva de Devon, o personagem de Dizem Que Sou Louco, que come tudo de quatro em quatro (quatro minicenouras, quatro wafers, quatro M&amp;M?s de cores diferentes) e é obcecado por limpeza e organização."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O importante, acredita Jay Asher, é tratar de um assunto que, de alguma forma, possa atingir o adolescente. Quando uma jovem de sua família tentou o suicídio para aplacar a angústia, ele percebeu que o tema não era uma exceção. Durante nove anos, fez pesquisas, especialmente conversando com a jovem, até iniciar a escrita definitiva. "Meu único receio era falhar na escrita, que sempre deve ser muito cuidadosa", disse Asher, que escolheu o número 13 por ser um algarismo que simboliza o azar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a Ática inicia agora sua coleção, a SM mantém a série Estado de Alerta desde 2006. Os temas são pesados - em Se Até as Árvores Morrem, a argelina Jeanne Benameur trata da morte paterna, enquanto em As Duas Mães de Mila, a argentina Clara Vidal mostra a violência materna. O mais polêmico talvez seja Pula-Elástico, do croata Zoran Pongrasic, sobre uma menina que se recupera de câncer. O livro inspirou a Cia. O Grito a montar a peça infanto-juvenil O Armário Mágico, em cartaz no teatro Martins Pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, a quantidade de livros escritos por estrangeiros é maior. Em O Pato, a Morte e a Tulipa (Cosac Naify), por exemplo, o alemão Wolf Erlbruch trata da finitude da vida de forma poética, enquanto em Pequenos Contos para Crescer (Companhia das Letrinhas), a búlgara Albena Ivanovitch-Lair e o francês Mario Urbanet preferem o humor, com a história da velhinha que engana a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assuntos mais delicados, porém, obrigam os autores a buscar subterfúgios. Em O Cachecol Que Sempre Ficava Mais Comprido (Scipione), os alemães Bettina Göschl e Klaus-Peter Wolf narram o drama do menino que se surpreende com a súbita transformação do pai, de homem divertido para impaciente - o problema do alcoolismo é apresentado metaforicamente, na figura de um cachecol que, quanto mais comprido, mais enrola e transforma o pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Camila, a bela menina de Vovó Tem Alzha... o Quê? (FTD), da belga Véronique Van den Abeele, demora para entender a transformação de sua avó que, ativa e brincalhona, transforma-se em uma mulher reclusa e de gestos engraçados, como guardar os sapatos na geladeira. Mesmo sem entender o que é o mal de Alzheimer, Camila decide fazer o bolo antes preparado pela avó e levar para ela, na clínica onde agora vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem quer escrever e ser bem aceito por jovens deve olhar o enredo a partir da visada de quem lerá a história, não a partir do próprio ponto de vista adulto de quem escreve", comenta um campeão de vendas, o escritor paulista Pedro Bandeira, que, em uma obra que ultrapassa os 80 livros, já tratou do suicídio (A Marca de Uma Lágrima), além da separação dos pais, adolescentes apaixonadas pelo próprio professor, personagem que se masturba, menstruação, pelos pubianos, excitação rígida masculina, excitação úmida feminina. "Claro que tudo isso com o maior carinho, com a maior dose de compreensão pelo momento do leitor, mostrando que na normalidade não há razão para escândalo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira prega que o leitor, qualquer que seja a idade, odeia ver os próprios sentimentos criticados em um texto. É o que explica o sucesso de um pioneiro entre os autores nacionais, Wander Piroli, que publicou O Menino e o Pinto do Menino (Moderna) em 1975. "Ele falava das crianças que moram em apartamento e não sabem o que fazer com bichos de estimação", lembra Ignácio de Loyola Brandão, cujo O Menino Que Não Teve Medo do Medo (Global) trata justamente dos temores infantis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem todos, porém, apoiam. "O escritor não tem responsabilidade de educar a criança", acredita Ziraldo. "Isso é tarefa para os pais, a escola e o Estado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OUTRAS LEITURAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VOVÔ AGORA É CAVALEIRO, de Dagmar H. Mueller (Scipione): O avô de Jonas vive como se vestisse uma armadura pesada: tem mal de Parkinson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEUS PÉS SÃO A CADEIRA DE RODAS, de Franz-Joseph Huainnigg (Scipione): Maria usa cadeira de rodas e se incomoda quando tentam ajudá-la com coisas que ela consegue fazer sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DESAFIO, de Marie Leymarie (SM): O casamento dos pais de Juliano vai mal e seu namoro não deslancha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEU AMIGO JIM, de Kitty Crowther (Cosac Naify): A amizade dos pássaros Jack e Jim, um do bosque e outro do mar, gera preconceito na vila onde moram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAS, POR QUÊ?, de Peter Schössow (Cosac): Elvis, o passarinho de uma garotinha, morre, e ela não se conforma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAMÃE É GRANDE COMO UMA TORRE, de Brigitte Schär (Cosac): Uma criança usa a fantasia para lidar com a separação dos pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TODOS OS PATINHOS, de Christian Duda (Cosac): Raposa faminta acaba adotando o patinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÓS, OS CEGOS, ENXERGAMOS LONGE, de Franz-Joseph Huainigg (Scipione): Catarina perde-se dos pais na multidão e só é ?vista? por um rapaz cego.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-1669026120563909004?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/1669026120563909004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2009/09/mais-livros-para-trabalhar-diversidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/1669026120563909004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/1669026120563909004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2009/09/mais-livros-para-trabalhar-diversidade.html' title='Mais livros para trabalhar diversidade'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-8585646213584200034</id><published>2009-08-17T17:37:00.000-03:00</published><updated>2009-08-17T17:50:23.518-03:00</updated><title type='text'>Indicação de livro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SonAC4VIbRI/AAAAAAAAAOU/muOCp2eanZ4/s1600-h/imagem.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 194px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SonAC4VIbRI/AAAAAAAAAOU/muOCp2eanZ4/s200/imagem.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371035186329316626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queridas/os este livro foi escrito por uma grande amiga minha e vale a pena ser lido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe é negra sim! Conta a história do menino Eno, que se vê às voltas com o racismo na escola e sofre com o dilema de ter que retratar sua mãe negra, em uma atividade escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro de Patricia Santana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora Mazza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas crianças sentem vergonha de aparecer ao lado de seus familiares negros, devido as piadinhas que são obrigadas a ouvir dos colegas, por isso, a importância deste livro que reafirma a beleza negra, por meio da valorização da herança familiar. Lindo, lindo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um beijo no coração de cada uma/uma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um forte abraço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-8585646213584200034?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/8585646213584200034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2009/08/indicacao-de-livro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/8585646213584200034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/8585646213584200034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2009/08/indicacao-de-livro.html' title='Indicação de livro'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SonAC4VIbRI/AAAAAAAAAOU/muOCp2eanZ4/s72-c/imagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-5252578002836764831</id><published>2009-04-04T12:58:00.000-03:00</published><updated>2009-09-30T09:10:23.114-03:00</updated><title type='text'>Reflexões</title><content type='html'>Olá. Volto com mais uma promessa de manter a continuidade do blog, talvez semanal, quem sabe? Estou numa nova condição agora e isso pode ajudar. Sou atualmente professora da UFMS no campus de Três Lagoas, trabalho com as disciplinas de Currículo, ensino e cultura. Linguagem, leitura e escrita e também com Infância e Sociedade. O trabalho com estas disciplinas poderão fornecer elementos para alimentar o blog, que tinha a proposta de pautar discussões que não estivessem somente no campo das relações étnico-raciais, vamos ver o que é possível?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-5252578002836764831?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/5252578002836764831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2009/04/refexoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/5252578002836764831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/5252578002836764831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2009/04/refexoes.html' title='Reflexões'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-1672373620373833659</id><published>2008-11-06T16:24:00.001-02:00</published><updated>2008-11-06T17:03:58.293-02:00</updated><title type='text'>Yes, We Can!</title><content type='html'>Queridos/as estou feliz  e quero compartilhar com vocês!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yes, We Can!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obama teve uma avó, e isso fez toda a diferença na vida dele. Ele hoje é Presidente dos EUA. Hoje Sou Barak Obama. Quero que o Brasil seja Barak Obama. Basta de racismo. Nunca imaginei que meu filho poderia ver um homem negro como presidente de um país feito com o sangue de gente negra escravizada. Sei que isso não altera a questão estrutural, não de imediato, mas a vida é feita de simbolismos e mudanças graduais. Sim, nós podemos e sonhamos com menos discriminação e mais igualdade. Yes, We Can. Viva Barak Obama!!!!! Mandela!! Abdias Nascimento! Mãe Beata! Mãe Menininha e outras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É a resposta dada pelas filas que se estenderam ao redor de escolas e igrejas em um número como esta nação jamais viu, pelas pessoas que esperaram três ou quatro horas, muitas delas pela primeira vez em suas vidas, porque achavam que desta vez tinha que ser diferente e que suas vozes poderiam fazer esta diferença. É a resposta pronunciada por jovens e idosos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, indígenas, homossexuais, heterossexuais, incapacitados ou não-incapacitados".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I have one dream. We Can!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-1672373620373833659?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/1672373620373833659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2008/11/yes-we-can.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/1672373620373833659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/1672373620373833659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2008/11/yes-we-can.html' title='Yes, We Can!'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-566401185835354089</id><published>2008-10-19T21:14:00.000-02:00</published><updated>2008-10-19T21:32:20.354-02:00</updated><title type='text'>Palestras...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SPvCMadYskI/AAAAAAAAAK0/PDVD8NMwNWM/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SPvCMadYskI/AAAAAAAAAK0/PDVD8NMwNWM/s200/images.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259010508401979970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de 7 meses ausente da minha terra fui até lá trabalhar. Isso foi dia 3/10. Fiz uma palestra para cerca de 300 educadoras da educação infantil sobre meu velho e querido tema: Relações étnico-raciais na educação infantil. Após a minha apresentação veio o silêncio, aquele constrangedor em que a palestrante pensa. Será que ninguém gostou e por isso não querem prolongar a conversa??? Depois de alguns segundos vi que o silêncio era decorrência do impacto que minha fala teve e as pessoas precisaram de algum tempo para digerí-la. Após esses preciosos segundos vieram as tão esperadas questões. Parte que mais gosto neste processo. Elas como sempre mexem comigo e me colocam a pensar para além daquele momento em que somos instigadas a buscar uma resposta, ainda que não definitiva para a questão posta, a reflexão é tamanha que decidi compartilhar com vocês as questões e as reflexões. Assim a partir de amanhã vou incluí-las pouco a pouco. Já tenho uma coleção delas porque neste sábado 18/10 partipei do Primeiro encontro de implementação da Lei 10.639 da região metropolitanda de São Paulo e tenho também deste momento muitas questões interessantes. Penso que este exercício me ajudará a elaborar melhor as questões que vem aparecendo e também dar concretude a uma idéia antiga minha e de Patricia Santana de Minas Gerais de escrever um livro com as perguntas com as quais nos deparamos em cursos de formação de professores/ras. Vamos ver se desse jeito tenho argumento para visitar mais este blogue. É isso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-566401185835354089?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/566401185835354089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2008/10/palestra-em-campo-grande-ms.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/566401185835354089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/566401185835354089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2008/10/palestra-em-campo-grande-ms.html' title='Palestras...'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SPvCMadYskI/AAAAAAAAAK0/PDVD8NMwNWM/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-6732038321140823727</id><published>2008-09-28T11:03:00.000-03:00</published><updated>2008-10-19T21:28:49.412-02:00</updated><title type='text'>Participação no IX ALADAA- B</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SN-O-2PusRI/AAAAAAAAAKU/qB12Vb5BG8w/s1600-h/n%C3%B3s.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SN-O-2PusRI/AAAAAAAAAKU/qB12Vb5BG8w/s200/n%C3%B3s.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251072900901810450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um evento é sempre espaço de rever amigos queridos. Neste pude reencontrar Amauri Mendes do RJ, pessoa especial e militante aguerrido. Além disso aprendemos bastante. Neste evento participei de um GT especialmente dedicado às discussões sobre relações étnico-raciais e educação infantil, fato inédito na minha vida de pesquisadora,não a participação em um GT, é claro. Mas um GT com a especificidade deste. Ele foi proposto por Carolina Teles, uma jovem pesquisadora da USP que tenho certeza produzirá muita coisa boa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-6732038321140823727?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/6732038321140823727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2008/09/participao-no-ix-aladaa-b.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/6732038321140823727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/6732038321140823727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2008/09/participao-no-ix-aladaa-b.html' title='Participação no IX ALADAA- B'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SN-O-2PusRI/AAAAAAAAAKU/qB12Vb5BG8w/s72-c/n%C3%B3s.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-7723206502560936968</id><published>2008-09-25T12:34:00.000-03:00</published><updated>2008-09-25T12:38:14.766-03:00</updated><title type='text'>Eu estive lá e valeu a pena</title><content type='html'>Queridos/as participei da organização do 4o Prêmio Educar para a Igualdade Racial, promovido pelo CEERT, foram intensas as atividades até chegarmos no curso de formação para as professoras finalistas e na noite de premiação. Tudo tão lindo! Tudo natural. Foi ótimo conhecer as pessoas e partilhar o sonho de construção de uma sociedade livre do racismo e das discriminações. Quem quiser saber mais visite o site www.ceert.org.br  estão as experiêncas. Belíssimas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-7723206502560936968?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/7723206502560936968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2008/09/eu-estive-l-e-valeu-pena.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/7723206502560936968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/7723206502560936968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2008/09/eu-estive-l-e-valeu-pena.html' title='Eu estive lá e valeu a pena'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-6234750030026754437</id><published>2008-08-01T21:24:00.000-03:00</published><updated>2008-08-01T21:27:10.525-03:00</updated><title type='text'>Entrevista para o  Sinpro Sp  - PARTE II</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_JY0IYQjxDZI/SJOp1SuSnPI/AAAAAAAAAKM/7vQcDBEvMx4/s1600-h/mp3.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_JY0IYQjxDZI/SJOp1SuSnPI/AAAAAAAAAKM/7vQcDBEvMx4/s200/mp3.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229710325331434738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Edição nº 182 - 19/11/2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença como valor positivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia a entrevista com a pesquisadora Lucimar Rosa Dias&lt;br /&gt;O dia 20 de novembro não é feriado aí na Venezuela, mas aqui no Brasil há várias cidades que decidiram homenagear o líder do Quilombo dos Palmares. Temos de fato motivos para comemorar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos sim, e muito. E entendo que o grande homenageado deva ser o movimento negro. É a força desse movimento que renova a batalha, a luta diária pela superação de todas as desigualdades. É um movimento que, embora tenha caminhos variados e organizações bem diversas, continua muito vivo e atuante, desde a época colonial. É esse movimento também que tem conseguido pautar a sociedade com as questões relacionadas aos negros. Avanços importantes já aconteceram, como as cotas nas universidades, a aprovação da Lei 10.639, que dispõe sobre o ensino transversal da trajetória dos negros no país, e até o avanço a olhos vistos na produção acadêmica. Então temos sim motivos para festejar, embora a reflexão precise estar sempre presente, para aprofundarmos as conquistas.&lt;br /&gt;Como a senhora iniciou e passou a conciliar as trajetórias de militante e de pesquisadora? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre fiz parte do movimento negro. Eu pertenço a uma organização de Mato Grosso do Sul chamada TEZ, Trabalho e Estudos Zumbi. Ali era um lugar de discussão de reflexão e de muita proposição. Ali foi a base que possibilitou meus outros caminhos. Eu fiz magistério e quando entrei na faculdade de Pedagogia da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, a questão de como os negros são vistos e tratados nas escolas começou a ficar muito presente. Eu já era professora da educação infantil nessa época e uma colega minha começou a ficar muito preocupada com um aluno dela, negro, de uns seis anos, que se sentia muito mal por ser o único negro da classe. O aluno era discriminado pelos colegas e se sentia péssimo com isso. A professora, embora não atuante no movimento organizado, era muito sensível a essa questão e me procurou para ter idéias de como abordar o problema com seus alunos.&lt;br /&gt;Você já trabalhava com pesquisas relacionadas à questão do espaço do negro na educação? &lt;br /&gt;Não, e isso é que foi mais interessante. Na TEZ, tínhamos uma metodologia muito bacana para discutir a discriminação e o preconceito, mas era uma metodologia para adultos, nunca tínhamos enfrentado o desafio de lidar com o problema com crianças. Foi um desafio mesmo. Então, junto com outros membros da TEZ e com outra professora, que viria a ser minha orientadora, criamos uma metodologia, aplicamos e tivemos muito bons resultados ali. Meu mestrado então foi verificar o que tinha acontecido nas escolas que haviam aplicado a nossa metodologia. Na verdade, o que tinha acontecido com o conhecimento. Queríamos saber se ele tinha sido utilizado, expandido, modificado. Se a escola tinha mudado e se o professor tinha sentido alguma diferença.&lt;br /&gt;Antes de revelar o que aconteceu com esse conhecimento, você poderia contar como é a metodologia criada e aplicada por vocês? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o início de tudo, o que mais queremos ensinar é a diferença como valor positivo. A idéia desse método é que ao final de sua aplicação a criança tenha começado a construir em si a noção de que a diferença é um valor positivo. E o grande desafio é como trabalhar essa noção com crianças pequenas, da educação infantil. Ou seja, como introduzir e trabalhar essa pauta. O que nós pensamos foi primeiro trabalhar com flores. Levamos rosas de cores variadas e dizemos que é uma surpresa e eles têm que adivinhar o que é. Vamos dando dicas até que os alunos descobrem que são flores. Quando expomos as rosas na roda, começamos a perguntar o que eles estão vendo e a questão da cor, da diferença da cor, salta aos olhos. Logo eles percebem que são diferentes. E, na comparação delas e seguindo a provocação que vamos fazendo, eles acabam percebendo que, embora diferentes, todas as rosas têm o mesmo valor, servem para as mesmas coisas. Aí termina a primeira etapa. A segunda etapa é com pintinhos, ou com qualquer outro animal. Pode ser coelho, gato, cachorro, mas pintinho é legal porque são baratos, fáceis de encontrar e podem morar na escola por um tempo. Também com os pintinhos o método se repete, até que eles chegam à conclusão que também no caso dos animais (exatamente como no caso das flores e das plantas), a diversidade e a diferença são coisas legais, bonitas.&lt;br /&gt;E a etapa seguinte deve ser com pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente. A gente propõe que eles descubram a terceira surpresa e eles descobrem que são eles mesmos e passam a se comparar e nesse momento o professor tem que ser muito atento. Porque uma coisa é falar de planta e bicho. Outra coisa é falar de si e dos seus pares. Nessa etapa as coisas mais ricas se revelam.&lt;br /&gt;É aí que as crianças se mostram preconceituosas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso mesmo. Aqui a discriminação e o preconceito racial aparecem. Aparecem em relação ao professor, caso ele seja negro, e aparecem mais forte em relação aos colegas. Aí é preciso muita delicadeza para desconstruir o discurso da criança que manifesta o preconceito sem feri-la e sem expor o colega discriminado. Porque não queremos ficar fazendo discurso, massacrando as crianças, doutrinando contra o racismo.&lt;br /&gt;Mas essa criança de três a seis anos ainda não tem bagagem para discernir sobre o racismo... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem. Ela repete um discurso que acaba formando suas percepções, mas ainda não tem, nem deve ter responsabilidades em relação a isso. Por isso é tão comum, quando ela tem uma professora negra e gosta dessa professora, o fato de desculpar a professora por ser negra. Deixe-me explicar melhor. A criança diz: eu não gosto de preto. E a professora responde: mas eu sou negra, você não gosta de mim? E a criança emenda: mas é que você é professora. Entende? As coisas ainda não estão sedimentadas, ainda há espaço para trabalhar e mostrar que se a criança gosta, a cor é só um detalhe, não é importante. Então o que a gente quer provocar com tudo isso é a reflexão. Vamos levando as crianças a pensar sobre aquilo que estão falando, sobre essa questão e dá resultado, viu?&lt;br /&gt;No seu mestrado você foi buscar o que ficou da aplicação desse método em algumas escolas. O que encontrou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, pesquisamos três escolas em que o método havia sido aplicado. E encontramos uma que quase não apresentou mudanças. Quer dizer, passou a comemorar o 20 de novembro, incluiu a data no calendário, mas só. A que mais apresentou mudanças aplicou o método e expandiu, aprofundou, adaptou à realidade daquela escola. Mas em todas, o que a gente encontrou foi uma constatação comum, mas que faz toda a diferença: para fazer diferença, não basta a boa vontade do professor. Porque em todas havia professores bem dispostos, atentos ao tema. O ponto de virada é a infra-estrutura e o apoio. O professor precisa se sentir amparado para aplicar mudanças assim, se não a coisa não vai para frente.&lt;br /&gt;Quando a senhora diz que a escola precisa apoiar, do que estamos falando exatamente? &lt;br /&gt;Em primeiro lugar, a instituição precisa ser sensível a essa questão do negro, à questão da discriminação e dos direitos dos cidadãos de todas as cores. Se a escola passa ao largo disso, não vai funcionar. Outra coisa é que a escola precisa oferecer a estrutura para amparar o professor na tarefa de discutir as diferenças. Se a escola só tem revistas com fotos de pessoas brancas, não dá para fazer uma colagem representando a diversidade. Tem um recurso comum, que é contar histórias de princesas japonesas, africanas, muçulmanas. É importante que a criança realize essas imagens de alguma maneira, e a escola precisa ajudar com isso. Estou falando das coisas simples e até das mais complexas. Mas principalmente a escola precisa ter uma política de superação das diferenças. Essa que eu pesquisei e que mais avançou na metodologia era uma escola com uma proposta pedagógica bem consolidada e construída coletivamente. E isso ajuda bem.&lt;br /&gt;E quando a senhora fala em bons resultados, como é que se mede isso? &lt;br /&gt;Em relação às crianças? Bem, criança é muito perspicaz, porque dá os retornos muito rapidamente. A primeira coisa que surpreende no trato com os meninos é que embora eles tragam um discurso carregado de preconceito, eles são muito abertos à reflexão. Se a gente oferece os conteúdos, eles vão colhendo e construindo seu próprio raciocínio, se esse conteúdo for cidadão, comprometido com a superação do racismo, da discriminação, do preconceito, o resultado é que essas crianças atentarão para isso, serão crianças preparadas para lidar emocional e intelectualmente com o problema. Na minha experiência, o que me chama a atenção é a naturalidade. Quando uma criança fala naturalmente que alguém é negro – mesmo que fale preto – isso é um indicativo importante. A característica de ser negro não pesa nada para aquela criança e isso é ótimo.&lt;br /&gt;Voltando à sua resposta sobre a escola apoiar... No final, a senhora destaca o papel da escola e da família. Essas crianças são tão pequenas... De onde vem esse preconceito? Porque muitas vezes a família é atenta às questões raciais, mas a criança manifesta um comportamento de certa forma oposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso é mais comum que se imagina. Claro que a família é o berço, é a influência primeira, mas não é a única. Somos uma sociedade cheia de influências, desde os cuidadores das crianças, como as avós, as babás, as creches, até chegar à escola e à mídia. Eu li uma pesquisa linda da Unicamp em que a autora falava sobre a diferença de tratamento de berçaristas para um mesmo comportamento de um menino negro e de um branco. Quando um bebê negro empurra o berço até o meio do dormitório, a berçarista comenta: esse menino é um furacão! Se é uma criança branca, a mesma berçarista diz: vocês viram como o fulano é esperto? Olha até onde ele trouxe o berço! Repare que os bebês não têm discernimento sobre a diferença no tratamento, mas ambos introjetarão que o branco leva alguma vantagem. Sem falar na mídia, que estimula uma discriminação velada, que finge ser inexistente. E devagarzinho, com essas atitudes aparentemente inocentes, mas que na verdade são carregadas de negativismo, vamos construindo cidadãos preconceituosos, que estabelecem diferenças entre negros e brancos. E contra isso, uma das ferramentas de ação são essas metodologias como a que construímos com os pré-escolares, porque uma ação dessa mexe com todo mundo. Com a criança, com seus pais, com sua família, com a escola, com o círculo de amigos, até chegar à sociedade. Pelo menos é nisso que a gente acredita.&lt;br /&gt;E há metodologias para alunos e também para professores. Esse foi o assunto de sua tese de doutorado, não é? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi. No mestrado, nossa atenção era para a escola. No doutorado o foco é o professor especificamente.&lt;br /&gt;Você pesquisou os professores que aplicaram a metodologia da diferença como valor positivo? &lt;br /&gt;Não, dessa vez o alvo foram professores que passaram por cursos de formação para a superação das diferenças. Em várias cidades do Brasil, os governos nos vários níveis oferecem esses cursos de formação que pretendem preparar o professor para lidar com as questões de preconceito, discriminação. No meu doutorado analisei dois cursos, um de Mato Grosso do Sul e outro oferecido pela prefeitura de Campinas. A idéia era falar a partir do ponto de vista do professor. O curso ajuda? Atrapalha? Faz sentido? O que eles aprendem lá? O que dá para aplicar? Como a escola reage? Mas sempre sob a ótica do professor que passou pela formação.&lt;br /&gt;A que conclusões vocês chegam e como o professor sai de uma experiência como essa? &lt;br /&gt;De novo temos respostas variadas. Tem desde os professores que acham interessante e fim até aqueles que mudam radicalmente sua ótica, seus métodos e seus cuidados. E de novo, o que pesa aqui é a infra-estrutura. Se a escola, ou pelo menos o sistema educacional, dá apoio, o professor deslancha; caso contrário, ele se sente sozinho, inseguro, incapaz de implementar tudo aquilo que aprendeu no curso. E, normalmente, os professores saem muito motivados, cheios de idéias. Se a escola banca, eles conseguem levar seus projetos adiante. Mas se a escola ignora aquela possibilidade é uma frustração enorme para o educador. Em Campinas o caso é emblemático porque superar as diferenças raciais é uma política de estado. Então a escola fica fortemente sugerida a cumprir aquela determinação. O que é ótimo para o professor, que recebe um respaldo motivador. E a gente acha que é por aí mesmo. Mexer nas escolas, mexer nos professores para trabalhar o estudante para, no fim das contas, alcançar um mundo mais igualitário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-6234750030026754437?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/6234750030026754437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2008/08/entrevista-para-o-sinpro-sp-parte-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/6234750030026754437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/6234750030026754437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2008/08/entrevista-para-o-sinpro-sp-parte-ii.html' title='Entrevista para o  Sinpro Sp  - PARTE II'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_JY0IYQjxDZI/SJOp1SuSnPI/AAAAAAAAAKM/7vQcDBEvMx4/s72-c/mp3.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-4141628055421230271</id><published>2008-08-01T21:17:00.000-03:00</published><updated>2008-08-01T21:24:16.750-03:00</updated><title type='text'>Entrevista para o  Sinpro Sp  - PARTE I</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_JY0IYQjxDZI/SJOpJW5PUFI/AAAAAAAAAKE/M4VIlWHQPCo/s1600-h/mop3.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_JY0IYQjxDZI/SJOpJW5PUFI/AAAAAAAAAKE/M4VIlWHQPCo/s200/mop3.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229709570536853586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Edição nº 182 - 19/11/2007&lt;br /&gt;A diferença como valor positivo&lt;br /&gt;Pesquisadora fala sobre o negro e a educação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Elisa Marconi e Francisco Bicudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Valeu Zumbi/ O grito forte dos Palmares/ Que correu terras, céus e mares/ Influenciando a Abolição” dizia o início do samba-enredo Kizomba – festa da raça, de Martinho da Vila, que levou a Escola de Samba Unidos de Vila Isabel ao primeiro lugar do carnaval carioca de 1988. Quase vinte anos depois, esse mesmo grito permanece ecoando na sociedade brasileira, apesar dos inegáveis avanços alcançados. Se é fato que a democracia racial ainda é um mito no país, é verdade também que no ano de 1995 o dia 20 de novembro, data da morte de Zumbi, o último líder do Quilombo de Palmares, símbolo da resistência contra a colonização portuguesa, transformou-se oficialmente no Dia da Consciência Negra; em 2007, já é feriado em três capitais (São Paulo, Rio de Janeiro e Cuiabá) e em mais de 200 cidades grandes, médias e pequenas, espalhadas por diferentes estados. O líder negro alcançou status de herói nacional, colocando-se ao lado de personagens como Tiradentes e Duque de Caxias, e é visto como ícone das lutas pela liberdade e contra a escravidão e a opressão dos negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas qual é afinal o significado dessa data? Há motivos para a comemoração? O SINPRO-SP conversou com a educadora Lucimar Rosa Dias. Ela garante que, apesar de ainda restar muito, mas muito mesmo por fazer, há inquestionáveis razões para fazer do Dia da Consciência Negra uma data festiva. “A inclusão do 20 de novembro no calendário oficial do país e a consagração de Zumbi como herói nacional já são duas grandes conquistas”, defende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisadora entende que as homenagens mais que merecidas ao líder de Palmares devem-se sobretudo ao esforço secular feito pelo movimento negro. “Não se trata de uma data imposta de cima para baixo, mas sim de uma luta construída a partir dos militantes, que obteve eco na sociedade”. Ela comemora também o fato de os variados temas que compõem essa agenda pública segmentada atualmente já terem atingido repercussão em diversos outros setores da sociedade, ultrapassando a esfera específica dos grupos que atuam diretamente com o tema, com destaque para a produção acadêmica. “O que salta aos olhos hoje é como o negro e suas questões estão presentes nas pesquisas, nas dissertações, nas teses e nas aulas. Ganhar a academia e as escolas é um passo importante para que o tema seja multiplicado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graduada e mestre em Pedagogia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e ex-bolsista da Fundação Ford, a pesquisadora não esconde o fato de sempre ter sido militante do movimento negro – até hoje faz parte de uma entidade chamada Trabalho e Estudo Zumbi, a TEZ, em Mato Grosso do Sul. E, na universidade, seu principal tema de pesquisa não poderia ser outro: o lugar do negro na educação. O encontro dessas duas vertentes – as experiências prática e a teórica – é um dos nortes da entrevista que a especialista concedeu ao SINPRO-SP, diretamente da Venezuela, onde mora atualmente e onde está iniciando mais um projeto de pesquisa, desta feita sobre os venezuelanos afro-descendentes. Os melhores momentos da conversa você acompanha aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia mais&lt;br /&gt;Pesquisadora fala sobre o negro e a educação&lt;br /&gt;Leia a entrevista com a pesquisadora Lucimar Rosa Dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-4141628055421230271?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.sinprosp.org.br/especiais.asp?especial=182&amp;materia=412' title='Entrevista para o  Sinpro Sp  - PARTE I'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/4141628055421230271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2008/08/entrevista-para-o-sinpro-sp.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/4141628055421230271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/4141628055421230271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2008/08/entrevista-para-o-sinpro-sp.html' title='Entrevista para o  Sinpro Sp  - PARTE I'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_JY0IYQjxDZI/SJOpJW5PUFI/AAAAAAAAAKE/M4VIlWHQPCo/s72-c/mop3.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-1397097305077659302</id><published>2008-03-13T16:13:00.000-03:00</published><updated>2008-03-13T16:22:46.194-03:00</updated><title type='text'>Questão de Diversidade. Mudança na LDB, de novo!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Havia um pleiteamento sobre a necessidade de incluir a história da população indígena nos mesmos moldes que a Lei 10.639/03 fez com a história da população negra. Depois de algumas discussões focais e pouca análise o governo Lula modifica o mesmo artigo de antes para incluir a população indígena. Nada contra a inclusão o problema é que sempre que querem discutir questões de diversidades ao invés de aprofundarem sobre os temas específicos, no caso a questão do negro no Brasil e a indígena, juntam-se as duas como se fossem do mesmo tipo. Assim se fez com a nova redação do artigo 26-A, incluindo a história da população indígena como parte obrigatória do currículo do ensino fundamental e médio e ponto, nada mais. Nenhuma novidade na implantação desse novo texto. Mais uma vez palavras... que só se tornarão efetivas se os movimentos sociais trabalharem arduamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;abaixo texto da lei para que conheçam! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;LEI Nº 11.645, DE 10 MARÇO DE 2008. Presidência da RepúblicaCasa CivilSubchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 11.645, DE 10 MARÇO DE 2008. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena". O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1o O art. 26-A da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. § 1o O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil. § 2o Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras." (NR) Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 10 de março de 2008; 187o da Independência e 120o da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVAFernando Haddad Este texto não substitui o publicado no DOU de 11.3.2008.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-1397097305077659302?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/1397097305077659302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2008/03/questo-de-diversidade-mudana-na-ldb-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/1397097305077659302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/1397097305077659302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2008/03/questo-de-diversidade-mudana-na-ldb-de.html' title='Questão de Diversidade. Mudança na LDB, de novo!'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-158376829164977137</id><published>2008-02-18T19:46:00.000-03:00</published><updated>2008-02-18T19:48:46.109-03:00</updated><title type='text'>O caso matilde por Sueli Carneiro</title><content type='html'>Sou fã da Sueli Carneiro e por isso não poderia deixar de incluir aqui a bela contribuição dessa mulher para a reflexão do Caso Matilde. Quanto ao Martvs, durou pouco a esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sueli Carneiro + Força Negra do PT sobre o episódio do cartão de Matilde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesos e medidas&lt;br /&gt;Fonte: Correio Braziliense&lt;br /&gt;Sueli CarneiroDoutora em filosofia da educação, é diretora do Geledés — Instituto da Mulher Negra&lt;br /&gt;Não, não há racismo na demissão de uma gestora pública em nível de ministra sobre a qual pairem suspeitas de uso indevido de dinheiro público ou erro administrativo — tratando-se ou não de pessoa negra. Há, no entanto, racismo e discriminação no tratamento que foi dispensado à ex-ministra Matilde Ribeiro dentro e fora do governo. A ministra não é chamada pelo presidente da República, de quem seria pessoa de confiança, para se explicar. É sabatinada com direito a muitos “pitos” e aconselhamento para se demitir por outros três ministros supostamente equivalentes a ela. Evidencia-se aí o que parece ser o caráter simbólico do título de ministra. Demitida, é exposta numa patética coletiva de imprensa, jogada aos leões, sem a presença de nenhuma das figuras de expressão do governo ou de seu partido para emprestar-lhe “solidariedade” como houve em outros casos similares. Na mídia, proliferam charges que extrapolaram, em muito, o objeto central das irregularidades de que era acusada. De forma grotesca, deram plena vazão aos estereótipos. As ilustrações de sua figura nos órgãos de imprensa serviram-se de todos os clichês correntes em relação às pessoas negras. Em uma delas, ela é representada sambando com batas africanas e tranças rastafári, como se esses traços de identidade falassem por si e, portanto, explicassem os erros que lhe custaram o cargo. Foucault já explicou como se dá esse processo que ele nomeou de “dobrar o delito” acoplando-lhe “uma série de outras coisas que não são o delito mesmo, mas uma série de comportamentos, de maneiras de ser que (...) são apresentadas como a causa, a origem, a motivação, o ponto de partida do delito”. O resultado dessa operação é que a falha cometida se torna a marca, o sinal de uma suposta imperfeição congênita de uma pessoa ou, mais ainda, de seu grupo social. É como se estivesse inscrito em sua natureza, devendo, por isso, ser objeto de humilhação pública para servir de alerta aos que se esquecem dessa ausência “natural” de qualidade e os elevam a posições para as quais não estariam talhados. Presta-se também como ameaça aos outros, do mesmo grupo inferiorizado, que porventura ousem desejar atingir os mesmos postos. São formas de punição preventivas e educativas em que a estigmatização e a humilhação funcionam para reafirmar a incapacidade e despreparo para assumir função diretiva. Em outras palavras, a necessidade de controle social e tutela desses segmentos sociais. Adicional e imediatamente promoveu-se a confusão entre a pessoa da ministra e sua pasta. Passaram a pedir não apenas a sua cabeça mas também a extinção do órgão que dirigia. Alguém imagina pedir-se a extinção de qualquer outro ministério ou secretaria especial porque seu titular cometeu um desvio de conduta? Veiculou-se na imprensa que o presidente Lula estaria “particularmente aborrecido porque lutou muito pela criação da Secretaria da Igualdade Racial, antiga reivindicação do movimento negro, e foi criticado pela decisão de criar mais uma pasta. Para o presidente a atitude de Matilde Ribeiro dá agora argumentos aos adversários para quem a secretaria não tem função”. Ora presidente, a disfunção da então ministra não pode confundir-se com a função da secretaria como desejam os adversários. A contaminação dos atos da ministra sobre a pasta que estava sob seu comando pode ser justificativa para ceder às pressões daqueles que, dentro e fora do governo, operam para a desestabilização daquele órgão; aqueles que propagam que não somos racistas no Brasil e, portanto, negam as mazelas sociais que o racismo produz e conseqüentemente esvaziam de sentido essa secretaria. Enquanto Matilde Ribeiro é convidada a se demitir, outros se tornam ministros ou assumem mandatos parlamentares com suspeitas muito graves. Portanto, há discriminação quando as regras não se aplicam igualmente a todos, ou melhor, no fato de que alguns devem ser exemplarmente punidos e outros não. Há racismo na associação entre a negritude da ministra e seus atos. Há racismo no aproveitamento político de falha pessoal de uma gestora pública para a desqualificação da pasta que ela dirigia. Há racismo na utilização das irregularidades cometidas para negar a existência do problema racial e da necessidade de que o seu combate seja objeto de políticas públicas. A agenda de combate ao racismo e promoção da igualdade racial permanece como compromisso do governo no plano nacional e internacional, gostem ou não gostem os detratores. O presidente Lula da Silva precisa estar atento para que o caso de Matilde Ribeiro não seja usado, indevidamente, como o álibi perfeito para o abandono e negação desses compromissos. A crise na Seppir é também oportunidade de dotá-la das condições políticas e materiais necessárias para estar à altura desses compromissos — sobretudo o de transversalizar o tema da promoção da igualdade racial nas diversas áreas da administração pública.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-158376829164977137?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/158376829164977137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2008/02/o-caso-matilde-por-sueli-carneiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/158376829164977137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/158376829164977137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2008/02/o-caso-matilde-por-sueli-carneiro.html' title='O caso matilde por Sueli Carneiro'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-2652444739580226702</id><published>2008-02-13T01:30:00.001-02:00</published><updated>2008-02-13T01:50:04.592-02:00</updated><title type='text'>Mais uma mulher negra...</title><content type='html'>Não dá para deixar de comentar o que ocorreu com a ex-ministra Matilde. Acusada de usar de modo indevido o cartão "mágico". Matilde, foi sumariamente condenada culpada e convidada a se retirar do governo após as denúncias na mídia.Tudo indica que realmente os gastos não eram apropriados ao que destina o cartão e isso não podemos aprovar venha de onde vier, se o ministro é negro ou é branco, deve pagar pelo erro. O que me estarrece desde a história da Benedita ( e olha que não morro de amores por ela) é  a atitude dos dirigentes petistas que deserdar tão facilmente mulheres como Matilde e Benedita,  que sempre foram fiéis a estrela,  trabalharam duríssimo para construir esse partido e nada disso resulta em uma ação solidária da cúpula. Num piscar de olhos sem nenhuma solidariedade o PT as deixa para serem comidas pelas hienas racistas que pacientemente esperam oportunidades como essa. Eu sinto muito companheira Matilde pelo que está passando e sinto mais ainda ter investido tanto tempo da minha vida num partido que se esquece facilmente de seus construtores, principalmente, se esses são mulheres e negras. Esperemos que Martvs, outro mosqueteiro que sonha e tenta fazer do PT um partido que construa uma sociedade menos racista tenha mais sorte. Ele tem a vantagem de ser homem, mas não deve se esquecer jamais de que sua identidade racial o põe em risco. A ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-2652444739580226702?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/2652444739580226702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2008/02/mais-uma-mulher-negra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/2652444739580226702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/2652444739580226702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2008/02/mais-uma-mulher-negra.html' title='Mais uma mulher negra...'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-2576167163487739070</id><published>2007-11-01T19:35:00.001-02:00</published><updated>2007-11-01T19:41:57.423-02:00</updated><title type='text'>Homenagem às mulheres em mais novembro negro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/RypG0L0KbkI/AAAAAAAAAGg/iYWn6zcCtdQ/s1600-h/dan%C3%A7a+com+o+sol+ll+IlÃ©a+Ferraz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127988988053450306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/RypG0L0KbkI/AAAAAAAAAGg/iYWn6zcCtdQ/s200/dan%25C3%25A7a%2Bcom%2Bo%2Bsol%2Bll+Il%C3%A9a+Ferraz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mãe Negra&lt;br /&gt;Lucimar Rosa Dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe negra seu dia é hoje.&lt;br /&gt;É dia de lembrar da sua luta&lt;br /&gt;que não se encerrou&lt;br /&gt;na pena da lei  Áurea.&lt;br /&gt;É tão sua a luta de hoje&lt;br /&gt;por o menino na escola ...&lt;br /&gt;se proteger da violência ...&lt;br /&gt;E são tantas as lutas nas quais está presente.&lt;br /&gt;Não se furta a nenhuma delas,&lt;br /&gt;mesmo que não seja você a vítima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe negra seu dia é hoje.&lt;br /&gt;É dia de reconhecer&lt;br /&gt;que você ainda recebe menos&lt;br /&gt;que todas as outras mulheres&lt;br /&gt;Que você pela sua cor, mãe preta,&lt;br /&gt;é preterida em muitos postos de trabalho&lt;br /&gt;que ousam lhe chamar de mulata exportação&lt;br /&gt;e lhe dizem que não tem boa aparência&lt;br /&gt;para shoppings, escritórios, aeroportos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, mãe negra é seu dia.&lt;br /&gt;Dia de reconhecer sua luta como&lt;br /&gt;trabalhadora doméstica&lt;br /&gt;para que outras mulheres&lt;br /&gt;na maioria brancas&lt;br /&gt;ocupem espaços de poder!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é dia das mães,&lt;br /&gt;por isso seu dia, mãe negra&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ancestrais que alimentaram,&lt;br /&gt;Hojé é dia das mães,&lt;br /&gt;por isso seu dia.&lt;br /&gt;Ancestrais que mantiveram a cultura viva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é dia das mães,&lt;br /&gt;por isso seu dia, mãe negra&lt;br /&gt;Você que mesmo tirada da sua família,&lt;br /&gt;afastada de seus filhos, companheiros, pais&lt;br /&gt;não deixou a dureza da opressão racial&lt;br /&gt;impedir de continuar a gerar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe negra, você gerou mais que homens e mulheres.&lt;br /&gt;sua resistência gerou&lt;br /&gt;a força, o amor, a dedicação,&lt;br /&gt;a beleza, a dignidade&lt;br /&gt;da Mulher Brasileira&lt;br /&gt;Feliz  Dia das Mães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucimar Rosa Dias - Militante do GRUPO TEZ- Trabalhos e Estudos Zumbi (MS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-2576167163487739070?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/2576167163487739070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/11/homenagem-s-mulheres-em-mais-novembro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/2576167163487739070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/2576167163487739070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/11/homenagem-s-mulheres-em-mais-novembro.html' title='Homenagem às mulheres em mais novembro negro'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/RypG0L0KbkI/AAAAAAAAAGg/iYWn6zcCtdQ/s72-c/dan%25C3%25A7a%2Bcom%2Bo%2Bsol%2Bll+Il%C3%A9a+Ferraz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-7219065284284686750</id><published>2007-10-18T18:56:00.000-02:00</published><updated>2007-10-18T19:28:18.466-02:00</updated><title type='text'>Gracias Negra. Reflexões sobre La negritud</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/RxfPz1nDSgI/AAAAAAAAADk/26U9e9T_e1s/s1600-h/07minianjos.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/RxfPz1nDSgI/AAAAAAAAADk/26U9e9T_e1s/s200/07minianjos.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122791590628379138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Estou na Venezuela desde abril de 2007 e para olhos atentos para a questão das relações raciais brasileiras, não foi difícil perceber que aqui há questões bastante distintas se comparadas ao Brasil. Uma delas atrevo-me a dizer é a questão da denominação, embora, seja perceptível que a população negra esteja entre os mais pobres, identificados em serviços como babás e domésticas, por exemplo, também é verdade que a classe média aqui tem a pele mais escura. Ao entrarmos em ambientes freqüentados por esse grupo como consumidores não é nada difícil encontrar pessoas negras e mulatas entre eles. Também não é complicado ver esse mesmo tipo físico na escola do meu filho, tido como da classe média "alternativa" se é que esse adjetivo possa ser aplicado aqui do mesmo jeito o que o fazemos em Sampa. Mas de todo modo tá feito. Na escola de Sampa exceto eu havia umas três mães negras e mulatas e crianças que eu me lembre tinha a mesma quantidade. Aqui na escola do Fabiano não há um número expressivo, mas sem dúvida entre pais e filhos a quantidade é bem maior que três. Bem mas voltemos a questão da denominação. Ao contrário do Brasil na Venezuela os termos "negra" e "negro" são largamente utilizados para indicar aquele tal jeito carinhoso de que tanto falam no Brasil. Aqui as pessoas negras são chamadas de negras mesmo sem ofensas de parte a parte. Também tratam-se os nativos de Criollo ou La Negra para designar pessoas nascidas no país. É comum ouvirmos referência a alguma personalidade venezuelano como "La Negra tuvo gran exito en Brasil" em manchetes de jornal!!!  Indicativo suficiente para nos indicar que a questão dos afrodescendetes na Venezuela passa por outras vias que não a denominação coisa tão cara para os Brasileiros. Tudo isso pensado por mim depois de um simples agradecimento que recebi hoje pela manhã quando após dar dinheiro a uma senhora ela muito agradecida me disse: "_ Gracias, Negra!" Pensei é não estou no Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-7219065284284686750?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/7219065284284686750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/10/gracias-negra-reflexes-sobre-la.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/7219065284284686750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/7219065284284686750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/10/gracias-negra-reflexes-sobre-la.html' title='Gracias Negra. Reflexões sobre La negritud'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/RxfPz1nDSgI/AAAAAAAAADk/26U9e9T_e1s/s72-c/07minianjos.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-6085305294723815471</id><published>2007-05-17T12:37:00.000-03:00</published><updated>2007-05-17T12:47:40.164-03:00</updated><title type='text'>Atividades em Campo Grande- MS</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/Rkx5Be6F8NI/AAAAAAAAAAs/epN1GaY97fo/s1600-h/fevereiro+mar%C3%A7o0104.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/Rkx5Be6F8NI/AAAAAAAAAAs/epN1GaY97fo/s200/fevereiro+mar%C3%A7o0104.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5065556747268518098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Após a defesa da tese fui convidada por um amigo Ben-Hur Ferreira que quando foi deputado federal pelo estado de Mato Grosso do Sul apresentou a atual lei 10.639/03 para proferir palestra na sede do PSDB. A Atividade foi excelente e contou com a presença da Senadora Marisa Serrano, da Secretária de Educação do Munícipio de Campo Grande a Professora Cecília dentre outras pessoas importantes como deputadas/os estaduais, vereadores de Campo Grande e outros municípios e vários colegas da área de educação. Para mim foi uma ação importante porque de algum modo contribuo para a comunidade da qual sou oriunda a refletir sobre as formas de combate ao racismo. Isso ocorreu no dia 29 de março de 2007.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-6085305294723815471?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/6085305294723815471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/05/atividades-em-campo-grande-ms.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/6085305294723815471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/6085305294723815471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/05/atividades-em-campo-grande-ms.html' title='Atividades em Campo Grande- MS'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/Rkx5Be6F8NI/AAAAAAAAAAs/epN1GaY97fo/s72-c/fevereiro+mar%C3%A7o0104.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-5870064216036492568</id><published>2007-05-17T12:33:00.001-03:00</published><updated>2007-05-17T12:37:31.150-03:00</updated><title type='text'>Notícias da Venezuela - Caracas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/Rkx2q-6F8MI/AAAAAAAAAAk/X2oWy1-Pi2U/s1600-h/fevereiro+mar%C3%A7o0209.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/Rkx2q-6F8MI/AAAAAAAAAAk/X2oWy1-Pi2U/s200/fevereiro+mar%C3%A7o0209.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5065554161698205890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou morando por um tempo na Venezuela. Espero acompanhar as atividades desenvolvidas nesse país em relação cultura Afro. Aqui há uma organização chamada Rede Afro-venezuela que desenvolve atividades muito interessantes, como por exemplo, a introdução da cultura afro-venezuelana nas escolas públicas. Ainda não tive a oportunidade de conhecer os colegas afro-venezuelanos, tenho acompanhado as atividades por notícias de jornal, mas estou fazendo contatos e em breve espero poder contar coisas mais detalhadas sobre esse tema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-5870064216036492568?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/5870064216036492568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/05/notcias-da-venezuela-caracas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/5870064216036492568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/5870064216036492568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/05/notcias-da-venezuela-caracas.html' title='Notícias da Venezuela - Caracas'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/Rkx2q-6F8MI/AAAAAAAAAAk/X2oWy1-Pi2U/s72-c/fevereiro+mar%C3%A7o0209.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-1089325888528111309</id><published>2007-04-07T17:01:00.000-03:00</published><updated>2007-10-24T19:17:00.621-02:00</updated><title type='text'>Saiu no USP NOTÍCIAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/Rx-2Q1nDSxI/AAAAAAAAAGQ/Rc990dCOvk0/s1600-h/Dra.+LU+024.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125015301355948818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/Rx-2Q1nDSxI/AAAAAAAAAGQ/Rc990dCOvk0/s200/Dra.+LU+024.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Reportagens- 28/03/2007 16:50&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;educação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendizado étnico-racial ajuda crianças a compreenderem diferenças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valéria Dias&lt;br /&gt;valdias@usp.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27/03/2007 19:21&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15504&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência USP de Notícias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da análise de dois cursos de formação continuada de professores de primeira infância (0 a 5 anos) para o combate ao racismo, a pedagoga Lucimar Rosa Dias constatou que esse tipo de iniciativa traz resultados positivos para a educação das crianças. “De acordo com o relato das educadoras, a amizade entre os alunos aumentou e eles passaram a considerar todas as diferenças — e não apenas aquelas ligadas à cor da pele — como algo positivo, tendo o aprendizado sobre as questões étnico-raciais ajudado a compreender outras diferenças”, conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses cursos apresentam um conteúdo específico sobre um tema e o educador, por meio de práticas pedagógicas, colocará isso em prática junto a seus alunos em sala de aula. “O educador pode propor às crianças oficinas de bonecas negras para trabalhar a questão da aparência, ou então faz uma releitura dos contos de fada, como por exemplo, contar a história de uma Rapunzel negra para que os alunos percebam que reis e rainhas também podem ser negros”, explica a pedagoga. “Com isso, são levados a refletir e a questionar a visão inferior / superior que se tem a respeito de pessoas brancas e negras.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coragem e valorização das experiências pessoais dos educadores são qualidades importantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucimar pesquisou o tema em seu doutorado, apresentado na Faculdade de Educação (FE) da USP no último dia 20 de março. Ela analisou as experiências de um curso realizado na cidade de Campinas (SP), oferecido pela Secretaria Municipal de Educação, e de um outro, em Campo Grande (MS), da Secretaria de Estado da Educação. "Há cursos de formação continuada com diversos formatos. Os analisados na pesquisa tinham duração de 60 horas", explica. O estudo foi orientado pela professora Denice Barbara Catani, da FE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coragem&lt;br /&gt;Lucimar propõe, em sua pesquisa, cinco itens que podem auxiliar na implantação dos programas de formação de professores no combate ao racismo. Ela considera fundamental valorizar as próprias experiências e saberes pessoais dos educadores; uso recursos como filmes, livros e artes plásticas que tragam referências a personalidades negras; não restringir o estudo do tema apenas sob o aspecto da educação e ir buscar embasamento em outras áreas como a sociologia e a antropologia; e trabalhar o assunto constantemente em sala de aula e não apenas em situações especiais — apenas no Dia da Consciência Negra, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o último item é ligado a coragem. “Muitos educadores relataram episódios de preconceitos, em que as atividades de combate ao racismo dentro de sala de aula não foram bem recebidas por algumas pessoas da escola, enquanto outros foram questionados sobre a real necessidade de desenvolver essas atividades”, conta. “Isso mostra que ainda hoje é necessário ter muita coragem e empenho para tratar questões étnico-raciais em sala de aula.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criação de bonecas negras: reflexão das crianças sobre a questão da aparência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lei 10639/03&lt;br /&gt;A pedagoga entrevistou 10 educadoras (cinco em Campo Grande e cinco em Campinas) e técnicos responsáveis pelo assunto nas Secretarias de Educação. Além de comparar as duas cidades, a pedagoga fez também um levantamento das experiências ocorridas no Brasil entre 1979 e 2003. “No ano de 1978, com a retomada dos movimentos sociais, aconteceu a reorganização do movimento negro no País”, esclarece. “E, em 2003, houve a aprovação da Lei Federal 10639/03, que modificou a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), ao instituir a obrigatoriedade de os sistemas de ensinos municipal, estadual e federal incluírem aulas de estudos das questões étnico-raciais em seus currículos”, completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da existência da Lei, vários municípios brasileiros já haviam incluído o tema, como o caso de Salvador (1989), Belo Horizonte (1990), Porto Alegre (1991), Diadema e Belém (1994), São Paulo e Distrito Federal (1996), Criciúma (1997), Teresina (1998), Campo Grande (1999) e Campinas (2000). “Escolhi Campo Grande pelo meu próprio envolvimento na criação dessa política naquela cidade e Campinas por eu ter recebido boas indicações sobre a experiência implantada lá”, conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Lucimar, em Campinas esse tipo de formação continuada já é uma política pública e oferece um núcleo específico onde os educadores encontram material para trabalhar com o tema. É o Programa MIPID - Memória e Identidade: Promoção da Igualdade na Diversidade. “Esse mesmo apoio institucional não foi verificado em Campo Grande”, conta a pedagoga. “Na capital mato-grossense-do-sul não houve, além do curso, nenhum outro investimento oferecido aos educadores para que trabalhassem o tema em sala de aula”, explica Lucimar. “Mas mesmo assim conseguimos encontrar experiências positivas nas duas cidades”, conclui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações: E-mail lucimar_dias@uol.com.br, com Lucimar Rosa Dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagens cedidas pela pesquisadora&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-1089325888528111309?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/1089325888528111309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/04/saiu-no-usp-notcias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/1089325888528111309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/1089325888528111309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/04/saiu-no-usp-notcias.html' title='Saiu no USP NOTÍCIAS'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/Rx-2Q1nDSxI/AAAAAAAAAGQ/Rc990dCOvk0/s72-c/Dra.+LU+024.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-1892614089368313616</id><published>2007-04-07T16:58:00.001-03:00</published><updated>2007-10-24T19:18:59.101-02:00</updated><title type='text'>Deu no G1 -  Dia 05</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/Rx-2uFnDSyI/AAAAAAAAAGY/cZG0MPhV3nw/s1600-h/Dra.+LU+018.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125015803867122466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/Rx-2uFnDSyI/AAAAAAAAAGY/cZG0MPhV3nw/s200/Dra.+LU+018.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;05/04/2007 - 17h08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Educação étnica para crianças diminui preconceitos&lt;br /&gt;Estudo da USP mostrou que cai uso de apelidos ofensivos.&lt;br /&gt;As crianças também ficaram mais tolerantes às diferenças.&lt;br /&gt;Simone Harnik&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do G1, em São Paulo&lt;br /&gt;entre em contato&lt;br /&gt;ALTERA O&lt;br /&gt;TAMANHO DA LETRA A-A+A educação infantil até os cinco anos de idade, quando aborda aspectos étnicos, pode diminuir o preconceito das crianças. A constatação foi de uma pesquisa de doutorado da USP, realizada pela pedagoga Lucimar Rosa Dias. Segundo o estudo, as crianças que tiveram atividades falando da igualdade racial, ao longo do tempo, diminuíram o uso de apelidos ofensivos com os colegas e passaram a respeitar mais as diferenças, não só as raciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exposição de bonecas étnicas utilizadas por educadores (Foto: Arquivo Pessoal)A pesquisa foi feita com dez educadores que passaram por um curso de formação para lidar com as diferenças na sala de aula. “É preciso saber como tratar esse assunto com as crianças, porque o imaginário infantil vai sendo construído com as referências que a criança tem. É possível mostrar na literatura, fazer teatro, bonecos. É importante que a criança vivencie isso a partir de formas lúdicas”, afirma Lucimar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que faz a monitora de educação infantil Beatriz Tomaz Ruela, 28. Na escola em Campinas (a 95 km de São Paulo) onde trabalha, ela tenta abordar as diferenças raciais com naturalidade, em histórias infantis que tenham personagens negros. “A modificação das crianças acontece como resultado de um processo longo. A auto-estima melhora, o respeito, elas aprendem a lidar com o outro e com a própria identidade”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um problema bastante comum, que foi superado por Beatriz, foi a discriminação das meninas afrodescendentes, por terem cabelos cacheados. “As meninas viram que o cabelo delas é bonito e que podem andar com ele arrumado, se afirmando como negras. Daí, as outras crianças também pararam com as brincadeiras e respeitaram”, conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra ferramenta utilizada pelos professores da pesquisa, que se mostrou eficiente, foram as bonecas étnicas. “Educadores em diferentes pontos do Brasil usam esse recurso. Se a criança tem apenas um tipo de boneca, começa a pensar que esse é o padrão da humanidade”, diz Lucimar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma professora relatou que, em uma ocasião, um pai viu a boneca negra com o filho e reclamou. Ele dizia que seu filho não devia brincar de boneca e, muito menos, de boneca negra. A partir disso, a professora teve também de conversar com o pai e com a família, para quebrar o preconceito racial e o estigma de que só meninas brincam de boneca”, lembra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os professores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cursos de complementação da formação que tratem de diferenças raciais ou étnicas, de acordo com a pesquisa, mostraram que os professores ficam mais preparados para lidar com a discriminação na escola e até aplicaram os conhecimentos em outras áreas de sua vida. “O professor também melhora seu domínio de métodos e há ainda aqueles que se interessam pelo assunto e acabam estudando mais em cursos de especialização”, diz Lucimar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Lucinéia Crespin Pinho Micaela, 38, que desenvolve a formação com professores de educação infantil na cidade de Sumaré (a 120 km de São Paulo), é muito claro que os educadores tornam-se mais sensíveis após passarem por cursos sobre diferenças étnicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O professor passa a acolher quem foi agredido e utiliza a situação em alguma atividade na sala de aula. Quando a gente trabalha a igualdade racial, as crianças percebem que pele, peso, sexo não qualificam as pessoas”, afirma.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-1892614089368313616?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/1892614089368313616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/04/deu-no-g1-dia-05.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/1892614089368313616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/1892614089368313616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/04/deu-no-g1-dia-05.html' title='Deu no G1 -  Dia 05'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/Rx-2uFnDSyI/AAAAAAAAAGY/cZG0MPhV3nw/s72-c/Dra.+LU+018.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-2338963009865507692</id><published>2007-03-24T08:49:00.001-03:00</published><updated>2007-03-24T08:52:43.620-03:00</updated><title type='text'>Defender é muito bom!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/RgUQs6iLp1I/AAAAAAAAAAU/pqWUzo30f1s/s1600-h/Dra.+LU+032.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/RgUQs6iLp1I/AAAAAAAAAAU/pqWUzo30f1s/s200/Dra.+LU+032.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5045457321351423826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu, minhas amigas Eunice e Ruth&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-2338963009865507692?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/2338963009865507692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/03/defender-muito-bom.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/2338963009865507692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/2338963009865507692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/03/defender-muito-bom.html' title='Defender é muito bom!'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/RgUQs6iLp1I/AAAAAAAAAAU/pqWUzo30f1s/s72-c/Dra.+LU+032.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-7053423569772808089</id><published>2007-03-24T08:49:00.000-03:00</published><updated>2007-03-24T08:49:12.093-03:00</updated><title type='text'>O resumo da tese</title><content type='html'>DIAS, Lucimar Rosa. No fio do horizonte: educadoras da primeira infância e o combate ao  racismo. São Paulo, FEUSP, 2007. (Tese de doutorado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este trabalho teve como principal objetivo compreender os modos pelos quais educadoras da primeira infância se apropriaram de conhecimentos adquiridos em cursos de formação continuada de professores, cujo enfoque era o combate ao racismo e a maneira pela qual transformaram, a partir daí, as suas práticas pedagógicas. Para a realização da pesquisa, foram analisadas as iniciativas desenvolvidas pela Secretaria de Estado da Educação de Mato Grosso do Sul e pela Secretaria Municipal da Educação de Campinas-SP. Buscou-se estruturar a pesquisa de forma descritiva e analítica, ressaltando especificidades, aproximações e distanciamentos na concretização das iniciativas. Os resultados contribuíram para ampliar a compreensão dos movimentos que políticas de combate ao racismo percorrem para se institucionalizarem e produzirem práticas que se configurem na construção de uma educação produtiva das relações étnico-raciais. O trabalho se ancora em concepções da teoria crítica da educação, para a qual as práticas pedagógicas estão relacionadas com as práticas sociais, sendo tarefa do educador atuar sobre a realidade social para provocar as rupturas necessárias. Neste caso, para a descontinuidade da produção das desigualdades, sobretudo a racial. Privilegiamos na análise as contribuições dos autores Henry Giroux, Paulo Freire, Jurjo Torres Santomé, Petronilha Beatriz Gonçalves, Nilma Lino Gomes e António Nóvoa, entre outros. Na concretização da pesquisa foram realizadas entrevistas com gestores educacionais dos dois locais e com educadoras, além de análise documental. Ao final, constata-se que o poder público, no caso de Mato Grosso do Sul, não investiu o suficiente no trabalho a fim de colaborar para que todas as educadoras efetivassem um trabalho de qualidade e contínuo, não houve compra de materiais nem outras iniciativas de formação e ocorreram várias trocas na coordenação da política causando vários transtornos ao trabalho. Em contrapartida em Campinas várias iniciativas de formação são empreendidas e há compras de material didático, além da permanência de pessoas na coordenação do trabalho por vários anos. Tais disparidades ocasionam resultados bastante diferenciados nas práticas pedagógicas das educadoras. Entretanto constata-se que a maioria delas, após a participação nessas formações, tornam-se menos tolerantes com qualquer tipo de discriminação, constroem metodologias, interferem na proposta curricular, influenciam na formulação dos projetos pedagógicos de suas instituições, produzem material didático-pedagógico e sentem-se fortalecidas para desenvolverem atividades de caráter anti-racista com as crianças pequenas  colaborando na construção de uma sociedade sem discriminações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unitermos:  1. Formação de professores (Campinas, SP / Campo Grande , MS) 2. Ensino infantil 3. Relações étnicas e raciais (Educação) 4. Política públicas (Educação) &lt;br /&gt;Linha de Pesquisa: Didática, Teorias do Ensino e Práticas Escolares&lt;br /&gt;Banca Examinadora: Orientador: Denice Barbara Catani&lt;br /&gt;Examinadores:  Marly Silveira de Jesus (UNB), Rosângela Gavioli Prieto (USP), Elizeu Clementino de Souza (UNEB) , Nilma Lino Gomes (UFMG). Suplente Paula Perin Vicentini (USP) &lt;br /&gt;Data da Defesa:  &lt;br /&gt;Lucimar Rosa Dias (1966-) é natural de Tapira - PR, mas viveu sua infância, adolescência e parte da vida adulta em Campo Grande-MS. Formada em Pedagogia pela UFMS- Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (1988), fez seu mestrado em 1997 , na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul,  tendo apresentado a dissertação: Diversidade Étnico-Racial e Educação Infantil. Três escolas, uma questão, muitas respostas. Foi Bolsista Internacional da Fundação Ford. Bolsista internacional da Fundação Ford e ex-coordenadora estadual de políticas de combate ao racismo do governo do Mato Grosso do Sul. Suas principais atividades relacionam-se ao desenvolvimento e gestão de políticas públicas para a igualdade racial, tendo atuado na administração de políticas educacionais e na docência no ensino superior. Endereço eletrônico para correspondência: lucimar_dias@uol.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-7053423569772808089?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/' title='O resumo da tese'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/7053423569772808089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/03/o-resumo-da-tese.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/7053423569772808089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/7053423569772808089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/03/o-resumo-da-tese.html' title='O resumo da tese'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-2082231360944288227</id><published>2007-03-24T08:43:00.000-03:00</published><updated>2007-03-24T08:46:56.584-03:00</updated><title type='text'>A Galera na Defesa</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/RgUPk6iLp0I/AAAAAAAAAAM/bOY2UwAnrB8/s1600-h/Dra.+LU+019.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/RgUPk6iLp0I/AAAAAAAAAAM/bOY2UwAnrB8/s200/Dra.+LU+019.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5045456084400842562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-2082231360944288227?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/2082231360944288227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/03/galera-na-defesa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/2082231360944288227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/2082231360944288227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/03/galera-na-defesa.html' title='A Galera na Defesa'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/RgUPk6iLp0I/AAAAAAAAAAM/bOY2UwAnrB8/s72-c/Dra.+LU+019.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-117110578026584426</id><published>2007-02-10T09:09:00.000-02:00</published><updated>2007-03-24T08:42:57.881-03:00</updated><title type='text'>Sobre a defesa</title><content type='html'>Pessoal a tese foi apresentada no dia 20/03/2007 com sucesso! Sugeriram publicação do trabalho e produção de artigos. Fiquei muito feliz com o resultado e com a presença de amigos queridos e familiares em um momento da minha vida tão importante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-117110578026584426?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/117110578026584426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/02/educao-e-relaes-raciais-lucimar-rosa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/117110578026584426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/117110578026584426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/02/educao-e-relaes-raciais-lucimar-rosa.html' title='Sobre a defesa'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-117110560507158887</id><published>2007-02-10T09:06:00.000-02:00</published><updated>2007-02-10T09:06:45.106-02:00</updated><title type='text'>A Tese de Doutorado</title><content type='html'>Boas Novas!!!! Entreguei ontem minha tese de doutorado. O título é &lt;strong&gt;No fio do horizonte: educadoras da primeira infância e o combate ao racismo.&lt;/strong&gt; Espero defender até o final de março. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Em breve o resumo estará disponível nesse espaço.&lt;br /&gt;Abraçps&lt;br /&gt;Lucimar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-117110560507158887?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/117110560507158887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/02/tese-de-doutorado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/117110560507158887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/117110560507158887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/02/tese-de-doutorado.html' title='A Tese de Doutorado'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-116952005144521674</id><published>2007-01-23T00:30:00.000-02:00</published><updated>2007-01-23T00:43:13.936-02:00</updated><title type='text'>Sugestões de títulos literários para trabalhar a educação das relações étnico-raciais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Olá, amigos e amigas. 2007 chegou pleno de idéias, entusiamo e esperança. Vamos caprichar esse ano na realização de atividades com ênfase na Educação das Relações Étnico-raciais. Para isso fiz uma lista enooormeeee de títulos da literatura infanto-juvenil. Tem para todos os gostos. Bom proveito!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Forte abraço&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;LIVROS PARA COMPOR UMA BIBLIOTECA QUE CONTEMPLE A DIVERSIDADE ÉTNICO RACIAL&lt;br /&gt;ORGANIZADA POR: PROFa. Ms. Lucimar Rosa Dias, doutoranda pela FE - USP&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;A- LISTA DE LIVROS QUE ABORDAM A TEMÁTICA ÉTNICO-RACIAL, QUE POSSUEM PERSONAGENS NEGROS E/OU INDÍGENAS ou QUE POSSIBILITAM DISCUTIR O TEMA A PARTIR DA LEITURA&lt;br /&gt;AGUSTONI, Prisca. O colecionador de Pedras. São Paulo: Editora Paulinas, 2006&lt;br /&gt;AMANCIO, Iris. A ginga da rainha, Belo Horizonte: Mazza edições, 2006.&lt;br /&gt;ARRABAL, José. O livro das origens. São Paulo: Edições Paulinas, 2001&lt;br /&gt;ASARE, Meshac. O chamado de Sosu. São Paulo: Edições SM, 2005.&lt;br /&gt;BARBOSA, Rogério Andrade. Outros contos africanos para crianças brasileiras. São Paulo, Edições Paulinas, 2004&lt;br /&gt;BARBOSA, Rogério Andrade. Bichos da África n.1 (Lendas e Fábulas). São Paulo:Editora:Melhoramentos, 2003&lt;br /&gt;BARBOSA, Rogério Andrade. Bichos da África n.2 (Lendas e Fábulas). São Paulo:Editora Melhoramentos, 2003&lt;br /&gt;BARBOSA, Rogério Andrade. Bichos da África n.3 (Lendas e Fábulas). São Paulo:Editora Melhoramentos, 2002.&lt;br /&gt;BARBOSA, Rogério Andrade. Bichos da África n.4 (Lendas e Fábulas). São Paulo:Editora Melhoramentos, 2003&lt;br /&gt;BARBOSA, Rogério Andrade. Como as Historias se espalharam pelo mundo. São Paulo:Editora DCL, 2003&lt;br /&gt;BARBOSA, Rogério Andrade. Historias Africanas para Contar e Recontar. São Paulo:Editora Brasil, 2001.&lt;br /&gt;BARBOSA, Rogério Andrade. Historias Africanas para Contar e Recontar. São Paulo:Editora Brasil, 2001.&lt;br /&gt;BARBOSA, Rogério Andrade. Irmãos Zulus. São Paulo: Lourousse Junior, 2006.&lt;br /&gt;BARBOSA, Rogério Andrade.Histórias para contar e recontar. São Paulo: Editora do Brasil, 2001.&lt;br /&gt;BARBOSA, Rogério Andrade, O rei do mamulengo. São Paulo: FDT, 2003.&lt;br /&gt;BARBOSA, Rogérido Andrade. Contos Africanos para crianças brasileiras. Editora Paulinas, 2004.&lt;br /&gt;BERNARDO, Aibê. A ovelha negra. São Paulo : Mercuryo, 2003&lt;br /&gt;BETOLI, Analu. O preconceito. São Paulo: Editora: CMS EDITORA,2006.&lt;br /&gt;BOFF, Leonardo. O Casamento entre o céu e a terra: contos dos povos indígenas do Brasil. Editora Salamandra, 2001&lt;br /&gt;BRIAN, Moses. “Deixa que eu faço!”: aprendendo sobre coisas.São Paulo: Scipione, 1999.&lt;br /&gt;BRAZ, Julio Emilio. Sikulume e outros contos africanos. Rio de Janeiro: Pallas, 2005.&lt;br /&gt;CARPIGIANI, Alzira C. Ciclete &amp; Bombom, no ritmo do rap. São Paulo: Scortecci, 2000.&lt;br /&gt;COOKE, Trish. Tanto, Tanto, São Paulo: Editora Ática, 1994.&lt;br /&gt;COSTA, Madu. Meninas Negras. Belo Horizonte: Mazza edições, 2006.&lt;br /&gt;COSTA, Madu. Kouba e o tambor diambê. Belo Horizonte: Mazza edições, 2006.&lt;br /&gt;CUNHA, Carolina. Caminhos de exu. São Paulo: Edições SM, 2005.&lt;br /&gt;CLAVER, Ronaldo. As janelas de nanã. São Paulo: Editora do Brasil, 1992.&lt;br /&gt;CHAMBERLIN, Marli. As panquecas de mama Panya. São Paulo: Edições SM, 2005.&lt;br /&gt;DIOUF, Sylviane A. As tranças de Bintou. São Paulo: Cosac E Naify, 2004.&lt;br /&gt;FATUMBI, Pierre Verger. Crianças: olhar a África e ver o Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005.&lt;br /&gt;GALASSO, LO, MOTT, Maria Lúcia. História cabeluda. São Paulo: Scipione, 1997.&lt;br /&gt;GIBI- LUANA E SUA TURMA. São Paulo: Editora Toque de Midas.&lt;br /&gt;GIL. Carmen. Por que somos de cores diferentes? São Paulo: Gifarinha, 2006.&lt;br /&gt;GODOY, Célia. Ana e Ana. São Paulo:Editora DCL, 2003.&lt;br /&gt;GUIMARÃES, Geni. Aquilo que a mãe não quer. Belo Horizonte: Mazza edições, 2006.&lt;br /&gt;JEKUPE. Olivio, Iarandu o cão falante&lt;br /&gt;JEKUPE. Olivio, Verá, o contador de histórias. Editora Peirópolis, 2003&lt;br /&gt;JEKUPE. Olivio, Xerekó arandu a morte de Kretã.&lt;br /&gt;KITHAULU. Rene. Irakisu o menino criador&lt;br /&gt;LAMBLIN, Christian. Samira não quer ir à escola. São Paulo: Editora Ática, 2001&lt;br /&gt;LIMA, Heloisa Pires. Histórias da Preta. São Paulo : Companhia das Letras, 1998&lt;br /&gt;LESTER, Julius. Que mundo maravilhoso. São Paulo: Brinque-Book, 2000.&lt;br /&gt;MACHADO, Ana Maria. Beto, o carneiro.Rio de Janeiro: Salamandra, 1993&lt;br /&gt;MACHADO, Ana Maria. De olho nas penas.Rio de Janeiro: Salamandra, 1985&lt;br /&gt;MACHADO, Ana Maria. Menina bonita do laço de fita. São Paulo: Editora Ática, 2003.&lt;br /&gt;MACHADO, Ana Maria. Do outro lado tem segredos. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1985.&lt;br /&gt;MACEDO, Aroldo, FAUSTINO, Oswaldo. Luana: a menina que viu o Brasil, neném. São Paulo: FTD, 2000.&lt;br /&gt;MEDEREARIS, Angela Shelf. Os sete novelos de lã. Editora Cosac &amp;amp; Naify Edições Ltda, 2005.&lt;br /&gt;MUNDURUKU, Daniel. Caçadores de aventuras. São Paulo : Editora Caramelo, 2006.&lt;br /&gt;MUNDURUKU, Daniel. Coisa de índio- versão infantil. São Paulo: Editora Callis,2005.&lt;br /&gt;MUNDURUKU.Daniel, O sinal do Pajé. Editora Peirópolis,2003&lt;br /&gt;MUNDURUKU.Daniel, Meu avô Apolinário. Editora:Studio Nobel,2001&lt;br /&gt;MUNDURUKU.Daniel, Coisas de índio. Editora Callis, 2000&lt;br /&gt;MUNDURUKU.Daniel, Você se lembra pai? Global editora,2003'&lt;br /&gt;MUNDURUKU.Daniel, As serpentes que roubaram a noite e outros mitos. Editora Peirópolis&lt;br /&gt;MUNDURUKU.Daniel, O diário de Kaxi. Editora Salesiana&lt;br /&gt;MUNDURUKU.Daniel, Histórias de indio. Companhia das letrinhas, 1996&lt;br /&gt;MUNDURUKU.Daniel, Kabá Darebü. Editora Brinquebook&lt;br /&gt;MUNDURUKU.Daniel, O banquete dos deuses. Editora Angra&lt;br /&gt;MUNDURUKU.Daniel, A velha árvore. Editora Salesianas&lt;br /&gt;MUNDURUKU.Daniel, O segredo da chuva. Editora Ática, 2003&lt;br /&gt;PATAXÓ, Angthichay. O povo Pataxó e sua história. São Paulo:Editora Global, 1997&lt;br /&gt;PATAXÓ, Apinhaera. Txopai e Itôhã. Editora Formato, 2000&lt;br /&gt;PARR, Todd. O livro da família, São Paulo: Editora Panda, 2003.&lt;br /&gt;PEREIRA, Edmilson de Almeida. História trazida por um cavalo-marinho. São Paulo: Edições Paulinas, 2005.&lt;br /&gt;PEREIRA, Edmilson de Almeida. Os reizinhos de Congo. São Paulo: Paulinas, 2004.&lt;br /&gt;PEREIRA, Edmilson de Almeida. O Menino de Caracóis na Cabeça. Belo Horizonte, Mazza edições, 2006.&lt;br /&gt;PÉTIGNY, Aline de. Camila está namorando. São Paulo: Larousse do Brasil, 2003.&lt;br /&gt;PRANDI, Reginaldo. Histórias de deuses africanos que vieram para o Brasil com os escravos. São Paulo : Companhia das Letras, 2002.&lt;br /&gt;PRANDI, Reginaldo. Ifá o adivinho.São Paulo : Companhia das Letrinhas, 2002.&lt;br /&gt;PRANDI, Reginaldo. Xangô, o trovão.São Paulo : Companhia das Letrinhas, 2002.&lt;br /&gt;PRANDI, Reginaldo. Oxumáre, o arco-íris. São Paulo : Companhia das Letrinhas, 2002.&lt;br /&gt;OTERO, Regina,RENÓ, Regina. Ninguém é igual a ninguém. São Paulo: Editora do Brasil, 1994.&lt;br /&gt;RODRIGUES, Marta. Que cor é a minha cor?,Belo Horizonte: Mazza edições, 2006.&lt;br /&gt;ROCHA, Rosa Margarida de Carvalho, AGOSTINHO, Cristina. Alfabeto Negro. Belo Horizonte: Mazza edições, 2000.&lt;br /&gt;ROSA, Sonia. O meninto Nito. Rio de Janeiro: Pallas, 2002.&lt;br /&gt;ROSA, Sonia. Jongo. Rio de Janeiro: Pallas, 2004.&lt;br /&gt;ROSA, Sonia. Capoeira. Rio de Janeiro: Pallas, 2004.&lt;br /&gt;ROSA, Sonia. Maracatu. Rio de Janeiro: Pallas, 2004.&lt;br /&gt;ROSA, Sonia. Feijoada. Rio de Janeiro: Pallas, 2004.&lt;br /&gt;ROSS, Tony. Dani. Rio de Janeiro: Salamandra, 1997.&lt;br /&gt;SAVAGET, Luciana. Sua Magestade: o elefante. São Paulo: Edições Paulinas, 2006.&lt;br /&gt;SANTOS, Joel Rufino dos.Gosto de África: histórias de lá e daqui. São Paulo:Global, 2005.&lt;br /&gt;SUNNY. Ulomma: a casa da beleza e outros contos. São Paulo: Paulinas, 2006.&lt;br /&gt;VILLA-BOAS, Claudio Tamacavi - o gigante. Porto Alegre: Kuarup, 1986.&lt;br /&gt;VILLAS-BOAS, Claudio. Morená: a praia sagrada. Porto Alegre: Kuarup, 1986.&lt;br /&gt;VIEIRA, Lia. Chica da Silva- a mulher que inventou o mar, Rio de Janeiro: Produtor Editoral Independente, 2001.&lt;br /&gt;ZOTZ, Werner. Apenas um Curumim. Rio de Janeiro: Editorial Nórdica,1982.&lt;br /&gt;ZIRALDO. O menino mais bonito do mundo. São Paulo: Melhoramentos, 1983.&lt;br /&gt;ZIRALDO. O menino marrom. São Paulo: Melhoramentos, 1986.&lt;br /&gt;ZONATTO, Tonzinho apresenta Zumbi e o dia da consciência negra.São Paulo:Lake, 2001.&lt;br /&gt;B- LIVROS DE OUTROS PAÍSES QUE ABORDAM A QUESTÃO DA DIVERSIDADE ÉTNICO- RACIAL&lt;br /&gt;El señor gallinazo vuelve a Lima, Sebastian Salazar Bondy - Instituto Nacional de Cultura, 1961&lt;br /&gt;La gente del agua, Liliana de la Quintana, 1999 - colección mitologia indigena de Bolivia&lt;br /&gt;Luke goes to bat, Rachel Isadora, 2005&lt;br /&gt;Kirikou et la girafe, Michel OCELOT et Bénédicte GALUP, Éditions Milan, 2006&lt;br /&gt;Did I tell you I love you today?, Deloris JORDAN e Roslyn M. JORDAN,&lt;br /&gt;Couleur de rue, Stéphane MARTELLY, 1999&lt;br /&gt;Just the two of us, Will SMITH, 1997&lt;br /&gt;Dojity y Micha - mito Tsimané, Liliana de la QUINTANA, colección mitologia indigena de Bolivia&lt;br /&gt;Los caprichos del sol u la luna - mito guarani, Liliana de la QUINTANA, colección mitologia indigena de Bolivia&lt;br /&gt;Louba, le petit footballeur, Sanodji Yombel ABIATHAR, 1999&lt;br /&gt;La muerte del sol y otros cuentos del antiguo Perú, María ROSTWOROWSKI, 2004&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C- REFERÊNCIAS PARA OS PROFESSORES SOBRE O QUESTÃO DO ENSINO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS&lt;br /&gt;ARTHUSO, Edna Rodrigues. Sou preta da linda cor, Creche Comunitária Caiçaras, 2001.&lt;br /&gt;BRASIL. Ministério da Educação/SECAD. Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico-Raciais, Brasília: SECAD, 2006&lt;br /&gt;CARDOSO, Marcos, FERREIRA, Ezelina Dóris, FERREIRA, Edinéia. Contanado a história do samba, Belo Horizonte: Mazza edições.&lt;br /&gt;EVARISTO, Mara Cristina. Livro do Professor, Belo Horizonte: Mazza edições, 2006.&lt;br /&gt;FERREIRA, Maria Zita. Dança negro, ginga história, Belo Horizonte: Mazza edições, 2006&lt;br /&gt;MATOS, Maria Zilá. Bonecas negras, cadê? Belo Horizonte: Mazza edições, 2004&lt;br /&gt;MATO GROSSO DO SUL/Secretaria de Estado de Educação. Neg@- vivendo novas lições de etnia - série calendário da cidadania. n.02.&lt;br /&gt;PEREIRA, Edmilson A.,GOMES, Núbia P. Magalhães. Ardis da imagem, Belo Horizonte: Mazza edições.&lt;br /&gt;PEREIRA, Edmilson. O congado para crianças, Belo Horizonte: Mazza edições, 2006.&lt;br /&gt;PINGUILLY, Yves &amp;amp; MILLET,Cathy. Contos e lendas da África. São Paulo: Editora Companhia das letras, 2005.&lt;br /&gt;ROCHA, Rosa Margarida de C, Almanaque Pedagógico Afro-brasileiro, Belo Horizonte: Mazza edições,&lt;br /&gt;atualizada em 08-12-2006.!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-116952005144521674?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/116952005144521674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/01/sugestes-de-ttulos-literrios-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/116952005144521674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/116952005144521674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2007/01/sugestes-de-ttulos-literrios-para.html' title='Sugestões de títulos literários para trabalhar a educação das relações étnico-raciais'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-116646428873337664</id><published>2006-12-18T15:47:00.000-02:00</published><updated>2006-12-18T15:51:28.733-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Olá, para quem ainda não leu e adora uma boa literatura segue uma dica para presentear a si mesmo(a)! O livro  Cada tridente em seu lugar e outras crônicas de Cidinha da Silva, edição Instituto Kuanza, dá para pedir pelo site submarino. É uma delícia!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-116646428873337664?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/116646428873337664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2006/12/ol-para-quem-ainda-no-leu-e-adora-uma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/116646428873337664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/116646428873337664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2006/12/ol-para-quem-ainda-no-leu-e-adora-uma.html' title=''/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-116646375517341901</id><published>2006-12-18T15:36:00.000-02:00</published><updated>2006-12-18T15:46:42.130-02:00</updated><title type='text'>As coisas (im)percetíveis que mantém o preconceito de cada dia</title><content type='html'>As coisas (im) percetíveis que mantém o preconceito de cada dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num fim de tarde do mês de novembro de 2005, uma senhora foi à escola de seu filho assistir a um sarau. Os pais, na maioria mães, iam chegando aos poucos e esperavam com uma certa ansiedade, revelada nos olhares para os relógios, às 17H. Ela, diferentemente de todos os dias, quando vai buscá-lo, quis "puxar conversa" com outras mães na tentativa de fazer o tempo passar mais rápido. Comentaram a expectativa de ver as crianças recitando, contaram peripécias de seus filhos, que em geral, interessam apenas a elas mesmas, falarams do tempo etc. Enfim, dessas coisas possíveis de serem ditas nesses breves encontros em que não deseja-se estabelecer relações duradouras. E, assim, o que era apenas um grupo pequeno de pais/mães tornou-se um público de umas cinqüenta pessoas, barulhentas e apressadas. Finalmente, às 17:25, os portões se abriram e todos puderam sentar à espera dos poetinhas. Aos poucos, eles foram chegando, mais barulhentos e apressados que seus pais. Cheios de expectativas também.&lt;br /&gt;Cada poetinha percorria o público à procura da "sua" pessoa mais importante. Quando encontrada, era sorriso. Sabedora disso, a senhora - que já esteve do outro lado como professora -, sentou-se bem à frente. O seu poetinha quando a encontrou, sorriu. Um sorriso largo, daqueles que fazem aparecer em seu rosto, duas "covinhas" que levam todos ao comentário: " Como ele é lindo!".&lt;br /&gt;Começa a apresentação. Concentração total dos pais. Uma apresentação após a outra despertava em todos um misto de prazer e orgulho: Cecília Meireles, Vinicíus de Moraes, José Paulo Paes, entre outros, percorriam os lábios daquela gente pequena. A senhora estava enlevada, muito feliz, até que um dos grupos apresentou a poesia de Vinícius "A Porta". Não há nada errado com o poema. Ele é melódico e bem humorado. Mas ....o que a senhora que era negra assistiu quebrou o enncato daquele momento.&lt;br /&gt;Havia neste grupo de crianças uma única menina negra de nome Luanda, aliás a única menina negra de toda a escola. Começaram: "- Eu abro devagarinho, Pra passar o menininho. E veio um menino. Todos riram das caras engraçadas que faziam ao interpretarem os personagens do poema. Estava divertido. Em seguida: "Eu abro bem com cuidado, Pra passar o namorado." Agora era a vez de uma menina loira de cabelos cacheados. Ela, menina, representava o namorado. "Eu abro bem prazenteira, Pra passar a cozinheira." E quem vem? Se você pensou na menina negra de nome poético, acertou. Ela foi "escolhida" para representar a cozinheira. A cozinheira? Entre tantas crianças, meninos e meninas? A menina negra é a cozinheira...Coincidência? Talvez ?&lt;br /&gt;Mas ao saber desta história fiquei com vontade de recitar em alto e bom som...&lt;br /&gt;" Eu fecho o quarto do racismo,&lt;br /&gt;Fecho a casa do preconceito,&lt;br /&gt;Fecho tudo no mundo ,&lt;br /&gt;que maltrada o povo negro.&lt;br /&gt;Só vou abrir o portão,&lt;br /&gt;prá sair toda a discriminação!"&lt;br /&gt;Lucimar Rosa Dias - 30 de novembro de 2005&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-116646375517341901?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/116646375517341901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2006/12/as-coisas-impercetveis-que-mantm-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/116646375517341901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/116646375517341901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2006/12/as-coisas-impercetveis-que-mantm-o.html' title='As coisas (im)percetíveis que mantém o preconceito de cada dia'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-116646190381451336</id><published>2006-12-18T15:07:00.000-02:00</published><updated>2006-12-18T15:11:43.830-02:00</updated><title type='text'>Curso com Professores em MS, julho de 2006</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2105/2720/1600/406344/Capacita????o"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2105/2720/320/505968/Capacita%3F%3F%3F%3Fo%20Quilombola%20007.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Curso para professores que trabalham em quilombos ou com alunos vindos desses locais em Campo Grande - Mato Grosso do Sul. O curso foi muito interessante os professores estavam realmente interessandos em discutir estratégias de combate ao racismo no ensino médio. Espero poder publicar excelentes projetos resultantes desse trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-116646190381451336?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/116646190381451336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2006/12/curso-com-professores-em-ms-julho-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/116646190381451336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/116646190381451336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2006/12/curso-com-professores-em-ms-julho-de.html' title='Curso com Professores em MS, julho de 2006'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-114843154437491968</id><published>2006-05-23T21:41:00.000-03:00</published><updated>2006-05-23T21:46:26.100-03:00</updated><title type='text'>Mãe, cadê o lápis cor da pele?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Mãe, cadê o lápis cor da pele?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando falamos em palestras e cursos que nossa tarefa de lutar contra o preconceito racial é uma luta cotidiana, isso não se constitui como um recurso linguístico. De fato extinguir do nosso dia a dia falas e ações que mesmo não intencionais disseminam o preconceito contra a população negra é uma luta diária. Algumas vezes as ações subalternizam o sujeito negro, como no caso da menina Luara de 5 anos em que o seu grupo lhe escolhe - única menina negra da sala - para interpretar a cozinheira da poesia A Porta do Vinicíus, naturalizando um lugar de despretígio para este segmento da população. Noutras torna o negro invisível, tomando o branco como padrão de humanidade. Estas graves ações não são realizadas de modo premeditado e agressivo, ao contrário, ocorrem muitas vezes num clima de alegria e descontração presentes nas aulas de educação infantil, o que as tornam mais arrasadoras do ponto de vista da sua eficácia, pois atuam de modo implacável na constituição dos sujetos negros e brancos. Para exemplificar o que digo tenho buscado no meu cotidiano ou no de amigos bem próximos situações exemplares e é uma destas que vou contar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dias destes, numa noite em que mãe ajuda filho a fazer tarefa, estava uma mãe negra a ajudar seu filho, moreno, segundo ele mesmo, já que é filho de pai branco e em suas várias conversas com a mãe sobre as definições de cor/raça ele insiste em "guardar" a parte do pai no seu processo de identidade. Esta criança tem 4 anos, sabe que sua mãe é negra, conversa com ela sobre isto e por mais que ela queira que ele se identifique como negro ele a contesta e insiste que é moreno, pois é mistura da cor do pai com a dela. Ela como boa educadora que é sabe que os pequenos possuem autonomia de pensamento, são sujeitos ativos e elaboram seus próprios pensamentos a partir da interação social, respeita, ouve suas argumentações, contra-argumenta e assim seguem...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltemos àquela noite da tarefa. Estavam pintado ( ele faz a sua tarefa e passa para ela fazer uma igualzinha a dele) algumas pessoas que vieram desenhadas na tarefa, quando ele pede _ Mamãe, cadê o lápis cor de pele? Ela muito calma e atenta, educadora sempre, responde-lhe. _Cor de qual pele? Da minha, da sua ou a do papai?. Ele sério lhe diz: _ Mamãe, o lápis cor de pele. Ela mais uma vez tenta fazê-lo perceber que não existe um lápis cor de pele e repete: _ Mas de qual pele você está falando? Ele já meio irritado responde: _ Mamãe, você não sabe qual lápis é cor de pele! Ela munida de muita paciência pois sabe que erroneamente algumas pessoas nomeam o lápis cor salmão (meio rosa-amarelado) como lápis cor da pele. Responde-lhe: _Não querido, eu não sei a qual cor você está se referindo, pois há muitas cores de pele. Veja a minha, qual lápis você usaria para pintar a cor da minha pele? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele rapidamente encontra um marrom escuro entre os muitos lápis-de-cor espalhados pela mesa e mostra a ela. Em seguida ela pergunta. _ E para pintar a sua cor, qual você usaria? O mesmo que usou para mim?( mais uma vez ela quer puxar a brasa para a sua sardinha). Ele responde com a cabeça que não e procura um tom mais claro de marrom e explica pacientemente para ela. _ Mamãe a minha pele é mais clara que a sua, você esqueceu que eu sou um pouco branco e um pouco negro? Ai...ai... é claro que ela não tinha esquecido, mas finge e diz-lhe: _ É verdade meu filho eu esqueci.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em seguida ela lhe pergunta: _ E o papai, qual lápis você usaria para pintar a cor dele? E mais uma vez ele volta seus olhinhos atentos para o mar de lápis, procura aqui, procura ali. Levanta papel aqui e acolá e enfim ele encontra. _Aqui, mamãe achei o lápis cor de pele! É esse que eu usaria para pintar o papai? É este que a minha professora disse que chama "lápis-cor-da-pele". A mãe que sabe o quanto aquele assunto é importante, pergunta-lhe: _ E você acha que é este o nome correto? Ele, como qualquer outra criança, é esperto o suficiente para saber que depois de todo aquele exercício sua mãe não concorda com a definição "lápis-cor-da-pele", responde: _ AH! É claro que não, tem lápis cor da sua pele, da minha e da do papai.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_Isso, mesmo! Existem várias cores de pele e para cada uma usa-se uma cor de lápis diferente, por isso não existe um "lápis-cor-da-pele", depende de quem você quer pintar. A mãe acha que por ora é o suficiente e deixa para um outro momento o prolongamento deste papo. _ E aí vamos terminar a tarefa?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lucimar Rosa Dias - Pedagoga, mestre em Educação e Relações Raciais e Doutoranda na FE-USP/ MAIO -2006&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-114843154437491968?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/114843154437491968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2006/05/me-cad-o-lpis-cor-da-pele.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/114843154437491968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/114843154437491968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2006/05/me-cad-o-lpis-cor-da-pele.html' title='Mãe, cadê o lápis cor da pele?'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-114843120443166801</id><published>2006-05-23T21:36:00.000-03:00</published><updated>2006-05-23T21:40:04.433-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2105/2720/1600/novo%20visu%2031%20de%20mar0010.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2105/2720/200/novo%20visu%2031%20de%20mar0010.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Olá, como disse a vocês estamos na luta contra a discriminação racial e também contra todas os outros tipos. Eu quero um mundo melhor. E você?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-114843120443166801?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/114843120443166801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2006/05/ol-como-disse-vocs-estamos-na-luta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/114843120443166801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/114843120443166801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2006/05/ol-como-disse-vocs-estamos-na-luta.html' title=''/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-114840958001355387</id><published>2006-05-23T15:35:00.000-03:00</published><updated>2006-05-23T15:39:40.026-03:00</updated><title type='text'>sobre o meu trabalho</title><content type='html'>No dia 05.05. estive em BH, ministrando uma oficina para professoras da Educação Infantil sobre metodologias de combate ao racismo na sala de aula. A discussão foi muito boa. As professoras relataram várias situações nas quais a cor da pele e o tipo de cabelo ainda são motivos de constrangimentos. Crianças Negras nas mais tenra idade estão tendo que conjugar entre os muitos acontecimentos desta faixa etária a questão de como lidar com a cor de suas peles e os cabelos que possuem. Apelidos são a forma mais comum de constrangimentos que elas passam, mas pasmem, não são apenas alunos que se utilizam deste artíficio, professores também sem incluem neste grupo. Certamente há muita coisa por fazer e poder reunir-me com professoras para tratar do assunto foi uma coisa muito boa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-114840958001355387?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/114840958001355387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2006/05/sobre-o-meu-trabalho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/114840958001355387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/114840958001355387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2006/05/sobre-o-meu-trabalho.html' title='sobre o meu trabalho'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25977401.post-114487290662078594</id><published>2006-04-12T17:10:00.000-03:00</published><updated>2006-04-12T17:15:06.630-03:00</updated><title type='text'>Comecei hoje!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2105/2720/1600/menino%20negro%20estudando.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2105/2720/320/menino%20negro%20estudando.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;À todos e todas interessados em discutir as relações raciais no Brasil, começo hoje este blog e espero alimentá-lo de muitos diálogos sobre o tema. A idéia surge a partir da necessidade que tive em dividir o que tenho escrito sobre o tema. Vamos ver se isso dará bons frutos, espero que sim.&lt;br /&gt;Forte Abraço&lt;br /&gt;Lucimar Rosa Dias&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25977401-114487290662078594?l=combateaoracismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/feeds/114487290662078594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2006/04/comecei-hoje.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/114487290662078594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25977401/posts/default/114487290662078594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://combateaoracismo.blogspot.com/2006/04/comecei-hoje.html' title='Comecei hoje!'/><author><name>Lucimar Rosa Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05728292317775296909</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_JY0IYQjxDZI/SvgwjOuVS6I/AAAAAAAAAOs/ctESJMmspoU/S220/crian%C3%A7as+do+mundo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
